18
Mai 13

Costeletas com Stout e Mel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

COSTELETAS COM STOUT ( CERVEJA PRETA ) E MEL

Em Portugal as costeletas de porco grelhadas são uma espécie de porreirismo nacional, sempre a mesma coisa. Só grelha e sal. Um desconsolo.

Proponho uma receita de origem canadiana - lá usam o syrup de ácer em vez de mel - para dar algum contexto gastronómico a este nariz de cêra nacional.  

 

Ingredientes

cerveja preta ( stout )

caldo de galinha

cebola picada

dentes de alho, descascados

folhas de louro

tomilho seco

sal e pimenta moída na hora

vão de costelas de porco

 

Molho:

mel

mostarda Dijon

molho de Tomate

dentes de alho, picados

cominho

coentro finamente picado

cebolinho fresco picado

salsa fresca picada

 

Num tacho, leve para ferver o caldo de galinha com a cerveja, cebola, alho, louro, tomilho, sal e pimenta preta.

Coza o vão das costeletas lentamente até a carne ficar macia. Enquanto isso, misture os ingredientes restantes num recipiente.

Retire as costeletas e seque-as com um pano limpo. Barre-as com molho obtido de todos os lados e reservar o resto.

Reduzir o calor do churrasco para médio-alto. Grelhe as costeletas com o molho cerca de 15 minutos, pincelando sempre que necessário, até que a carne estiver tostada.

Cortar as costeletas uma a uma e colocar no prato de servir.

Sirva com esmagado de batata ( batata cozida com a pele, despelada, temperada com cebola picada, pimenta preta e azeita ) e  legumes grelhados na churrasqueira.

publicado por Maurício Barra às 09:09 | comentar | favorito
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11
Mai 13

Empadas, empanadas, pasties e pies.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EMPADAS, EMPANADAS, PASTIES, PIES

 

Quando se descobriu que qualquer tipo de pão fazia um bom conjunto com qualquer tipo de carnes e molhos, a criatividade aliada ao  prazer dos sabores acabou por criar a sua capicua : e porque não a carnes confeccionadas rodear de massas que nascem da farinha e água.  Daí a etimologia da palavra empada, uma simplificação para a palavra empanada, termo que ainda hoje se usa em terras do nosso vizinho ibérico, e terá origem no latim panis ( pão ).

De origem secular e dispersos pelos quatro cantos do mundo, os antigos pastelões, hoje chamados empadas em Portugal, estão nas nossas mesas pelo menos desde a Época Medieval. Desde esse tempo vêem os pastelões portugueses, que consistiam em grandes tortas salgadas, com recheios diversos Mais tarde, no século XIX os pastelões pequenos eram conhecidos como empadas de caixa. Tradicionalmente era um recurso usado nos dias prescritos de abstinência de carne, em que eram servidos como refeições. O que, em querendo, permitia que a abstinência viesse escondida para a mesa.

Existem milhares versões por esses mundo fora. Desde as famosas Cornish Pasties ( com um recheio em que a batata é elemento essencial ), que começaram por ser refeição tradicional dos mineiros da Cornualha, às Shepherd's Pies ( no Reino Unido os pastelões fazem parte da cozinha familiar quotidiana ), às empanadas sul-americanas ( nas mais típicas, o recheio consiste de carne cortada em pedacinhos bem pequenos, batatas em cubinhos, cebolas, azeitonas e passas de uva, tudo isso embebido em uma generosa quantidade de manteiga ), até às Pies americanas com os mais diversos recheios ( dôces e salgados ) que, decerto, os Pilgrimm Fathers devem ter levado para o Novo Mundo.

Mas fiquemos por terras mais próximas.

Em Espanha as empanadas galegas são um marco incontornável, tal como o são as empadas alentejanas em Portugal, ambas consumidas, tanto como refeição, como de iguaria miniaturizada a servir de apoio a uma ida à pastelaria ou a barra ( balcão ).

São precisamente estas duas versões que vos trago. Não as assumam como substitutos do que podem facilmente comprara em qualquer lado. Sigam-nas como uma boa refeição de família,desde que as façam com as dimensões adequadas.

 

EMPADA DE GALINHA COM MASSA QUEBRADA

A receita "tem" de ser de Alfredo Saramago, o qual recolhe o procedimento base mais tradicional, sobre o qual, se inventam as mais diversas variações. Vejamos o que o "mestre" nos diz.

 

« Deixe uma galinha em infusão, durante um dia, em água temperada com sal e com uma cebola cortada às rodelas, um ramo de salsa, um copo de vinho branco, uma colher de sopa de vinagre, uns grão de pimenta preta, um cravinho, um cheirinho de noz moscada e um ramo de manjerona.

No outro dia coza a galinha nessa infusão e junte 200 gramas de toucinho e uma linguiça. Depois de muito bem cozida, retire a galinha, Desosse-a completamente e passe o caldo por uma passador fino.

Para fazer a massa quebrada, misture 300 gramas de farinha, uma chávena de água onde cozeram as carnes da empada, uma colher de sopa de banha e outra de azeite.  Amassa-se muito bem e deixa-se a descansar a massa e só de tende passadas duas horas.Unte as formas com banha, forre-as com esta massa e ponha a carne de galinha, o toucinho cortado em fatias finas, a linguiça também cortada em pequenos troços e um pouco do caldo obtido.

Leve ao forno até que as empadas fiquem cozidas e douradas ».

 

EMPANADA GALEGA

Para esta receita recorri aos Caballeros de Santiago.

 

Ingredientes

Para a massa:

- 4 chávenas de farinha de trigo

- 1 chávena de azeite ( ou óleo )

- 1 chávena de leite

- Sal

Para o recheio

tomates

pimentões grandes

atum em azeite

cebolas grandes

gemas de ovos

 

Elaboração:

Amasse os ingredientes da massa e deixe repousar uns 30 minutos na geladeira.

Pique finamente as cebolas e refogue lentamente em azeite. Acrescente os tomates inteiros e os pimentões cortados em tiras e deixe cozinhar tudo suavemente durante 1 hora.

Dividir a massa em duas. Polvilhar a mesa com farinha, estender a massa deixando fina e colocar numa assadeira. Coloque o recheio já frio e em cima dele o atum escorrido espalhando por igual. Pintar com gema de ovos todos as bordas.

Cobrir com o resto da massa, fechando bem as bordas. Para fechar pinte com água.

Pintar toda a cobertura com a gema e prepare uns cordões com a massa para ornamentar.

Asse em forno durante 45 minutos, a 200° C os primeiros 15 minutos e o resto a 175° C.

Se fizer a regogado juntando um pouco do óleo do atum ficará mais saboroso.

publicado por Maurício Barra às 09:38 | comentar | favorito
10
Mai 13

Pastéis de Bacalhau de Cascais ?

 

 

Eis uma iniciativa que me deixou com mix feelings. São salutares todas as iniciativas para recuperar em maior nível de qualidade receitas tradicionais portuguesas, neste caso a mais famosa finger food cá do burgo. Sobretudo as mais singelas, aquelas que mais se adaptam a estes tempos de crise económica.

Mas de Cascais ?

Nasci por cá e nunca associei o pastel de bacalhau à gastronomia local. Ou antes, era tanto daqui como de qualquer outro lado. Em Portugal. E até no Brasil. E, reconhecidamente, um hábito antigo das mesas Alfacinhas.

Siga a dança. Logo que tiver oportunidade vou provar os pastéis dos vencedores.

 

« A pastelaria de Helimar, em Carcavelos tem "O Melhor Pastel de Bacalhau de Cascais", segundo um júri composto por figuras de relevo como Maria de Lourdes Modesto, Vítor Sobral e Tomoaki Kanazawa. Em 2º lugar ficou a Pastelaria/Restaurante "A Paulinha", em Cascais e, em 3º Lugar, o "Páteo da Dulce" em Alcabideche. Este concurso, em que se inscreveram 36 restaurantes (e afins) da região, fez parte da "Semana do Pastel de Bacalhau", que decorreu de 21 a 27 de Abril, e foi promovido pela edilidade de Cascais, com organização da Chefs Agency.»

Via Miguel Pires in Mesa Marcada

publicado por Maurício Barra às 07:56 | comentar | favorito
04
Mai 13

Peridz : da Taberna ao Convento

  

 

 

 

A semana passada, num dos jantares que reúne “ o grupo” que gerou a sua “ amizade eterna” em Económicas ( ao qual não pode comparecer um dilecto amigo ), por sugestão do L.H.S fomos à Taberna 1330, na LX Factory. Em boa hora aceitámos a sua sugestão.

Sob o comando do chef Nuno Barros ( que adquiriu e manteve justa fama com a antecessora Taberna, localizada em Oeiras ), a Taberna 1300 oferece um espaço muito agradável, bem dimensionado, com uma atmosfera que, de algum modo, recupera a aura das antigas fábricas industriais que ali se localizavam no século passado. O serviço jovem e cordial ajustou-se ao clima trendy que os comensais figuravam.

A ementa criativa, cujo propósito é a reconstrução de receitas tradicionais com base em produtos portugueses, permitiu-nos navegar por caminhos alternativos de sabores que reconhecíamos. O agrado foi geral, desde as entradas às sobremesas, que particularmente surpreenderam todos.

Eu, tal como mais quatro dos comensais, escolhemos para prato principal as perdizes. Uma reconstrução das perdizes à “Convento de Alcântara “, de acordo com o descrito pelo chef no próprio cardápio. É sobre esta confecção que vos quero relatar o que retive da nossa apreciação.

Consiste esta versão da Taberna num caldo de perdiz, onde navegam, entre outros atavios, rolos de peito de perdiz abraçando os seus fígados e um triangulo gelatinado da redução clarificada de essência do referido caldo. Como acompanhante, apartado, luzia um croquete redondo e abastado de perdiz desfiada. O sabor intenso a perdiz, que rescendia em todo o preparo, permite assegurar que a andarilha não era de capoeira.

Para quem conhecia a verdadeira receita do “ Convento de Alcântara” foi uma relativa decepção. Não em relação à confecção em si, primorosa e com elevado grau de tecnicidade culinária, mas em relação à reconstrução de um prato que defraudou a memória do sabor esperado desta receita com mais de um século.

Por isso é que a gastronomia é o mais democrático dos prazeres. A  mesma confecção tem tantas avaliações quantas as pessoas que o saboreiam. Casa pessoa encerra em si uma matriz que amalgama todos os contextos e circunstâncias da sua vida, construindo memórias de degustação que desaguam na sua forma única de apreciar. No meu caso, no confronto entre a minha memória e a sua adaptação contemporânea, ganhou a memória. No caso do chef Nuno Barros, ganha ele todos os dias, com o seu restaurante cheio e com clientes satisfeitos. Como nós também o fomos,

 

E é precisamente em nome dessa memória que vos apresento hoje a receita original de

PERDIZES À CONVENTO DE ALCÂNTARA

 

É considerada por muitos como o único exemplo de receita portuguesa de alta cozinha. Segundo Oliveira Bello - gastrónomo e fundador, em 1933, da Sociedade Portuguesa de Gastronomia - no seu livro "Culinária Portuguesa", esta é a receita que Auguste Escoffier (1846-1935), grande chef francês, refere no seu "Guide de Culinaire". Consta que esta receita de perdiz terá sido encontrada pelos soldados de Junot, quando saquearam o convento de Alcântara em Lisboa. A Duquesa de Abrantes ( Madame Junot), tendo tido conhecimento da receita, transcreveu-a nas suas memórias, Escoffier descobriu-a e colocou-a no seu "Guide de Culinaire".

 

Ingredientes

3 perdizes

250 gr foie gras

100 gr trufas

2 garrafas vinho do Porto seco

60 gr manteiga

500 ml caldo de ave (caldo de perdiz de preferência)

sal

fatias de pão

 

Confecção

. Arranjam-se as perdizes e desossam-se com todo o cuidado, esfregam-se com sal.

. Recheiam-se com o foie gras e as trufas, partidas em pequenos pedaços, refazendo a forma original da perdiz.. Atam-se as perdizes e colocam-se em infusão (devem ficar bem cobertas) de vinho do Porto, durante 48 horas.

. Colocam-se as aves num tacho e vão a cozer no vinho da infusão, em lume brando, até ficarem tenras e com o molho reduzido e espesso.

. Depois de cozidas, colocam-se as perdizes numa caçarola untada com manteiga, sobre uma camada de trufas e regam-se com caldo de ave.

. Tapa-se bem a caçarola e vai ao forno durante 45 minutos.

. Dispõem-se as perdizes sobre fatias de pão ligeiramente fritas em manteiga e regam-se com o molho.

Servem-se quentes.

 

PS:  nunca as fiz com trufas, nunca as desossei, uma vez substitui as perdizes por pombos, e o Vinho do Porto nunca foi seco.

 

publicado por Maurício Barra às 07:58 | comentar | favorito
23
Abr 13

Cointreau

 

 

 

 

( * ) Cointreau é uma marca de licor produzido em Saint-Barthélemy.d'Anjou, localidade do subúrbio de Angers, França. Feito com laranja, além de ser consumido como digestivo e aperitivo, também é muito utilizado na culinária.
Uma da peculiaridades deste  licor é que ele, na sua preparação não tem contacto do alcool com a fruta que o produz, o que resulta num produto final com pouca pigmentação, tornando-o incolor.
publicado por Maurício Barra às 07:12 | comentar | favorito
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11
Abr 13

Lafões, Sintra e Açores : o périplo da Vitela Assada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LAFÕES, SINTRA E AÇORES:

O PÉRIPLO DA VITELA ASSADA

 

Depois de sobre a Chanfana já ter elocubrado no passado, hoje debruço-me sobre uma confecção idêntica mas com a "vaca prima da cabra", Ou seja, carne do bovino, assada no forno, condimentada, lentamente. Estamos no domínio do slow-food , bem entendido.

 

A confecção do gênero mais conhecida em Portugal é a Vitela assada à moda de Lafões que, por terras do Vale do Vouga, é apanágio de superlativas amesendações.

A confecção é conhecida :

 

 

 

VITELA ASSADA DE SINTRA

A Vitela Assada de Sintra, obviamente, não poderia ser muito diferente. Tem diferença nos temperos, que não nos procedimentos e, infelizmente, cada vez se vê menos nas ementas dos restaurantes nestes territórios da antiga Xendra.

 

Ingredientes:

1 kg de ganso de vitela "de leite"

1 cebola

2 dentes de alho

1 colher de (chá) de colorau

2 folhas de louro

4 dl de azeite

100 gr de manteiga

2 dl de vinho branco

1 cenoura

1 ramo de salsa

cravinho de cabecinha

sal

pimenta

 

Confecção:

Tempera-se a carne com o sal, a pimenta, o cravinho, o colorau, o alho esmagado, o louro, o vinho branco e a salsa.

De seguida, coloca-se o ganso de vitela numa assadeira com a cebola e a cenoura cortada aos pedaços, o azeite  e a manteiga.

Leva-se a assar ao forno.

À medida que for assando, volta-se a carne, de quando em vez, e rega-se com o próprio molho.

Quando estiver assada, retira-se do forno e serve-se com batatas assadas na própria assadeira.

 

 

ALCATRA DE CARNE DA ILHA TERCEIRA

É, entre estes assados, a que mais retenho na minha memória, de quando frequentei os Açores com alguma frequência por motivos profissionais. Nunca ensaiei a sua confecção ( não tenho acesso ao vinho morangueiro, que é como é baptizado  no continente o "vinho de cheiro" dos açoreanos ), por isso vos deixo com a receita de um terceirense que sobre a mesma tece os seguintes preceitos:

 

« Este é um prato típico açoriano, mais precisamente da ilha Terceira, que retrata muito bem a passagem das naus portuguesas nos Açores ,vindas da Índia e Américas no tempo dos descobrimentos, pois utiliza muitas especiarias, fazendo com que seja um prato muito aromático.

Esta iguaria confecciona-se num alguidar de barro tradicional e leva algum tempo a fazer, cerca de 3 horas ( se não tiverem a dito alguidar, não há problema, podem fazer numa panela de barro vidrado ).

Nota: Esta receita não tem medidas, primeiro porque existem dezenas de diferentes receitas espalhadas em vários locais da ilha Terceira, com as mais diferentes especiarias!

 

Ingredientes principais:

- Carne de Alcatra (Acém comprido com osso), quantidades a depender das pessoas.

- Um pedaço de chambão, com osso;

- Toucinho fumado;

- 4 a 5 cebolas médias cortadas à rodelas, dependendo da quantidade de carne;

- 2 a 3 dentes de Alho;

- Vinho de cheiro tinto;

- Um copo de água;

- Manteiga;

- Banha de porco;

- Sal.

 

Especiarias (as que eu uso):

- Pimenta da Jamaica em grão;

- Pimenta preta em grão;

- Pau de canela;

- Louro.

Opcionais e que pessoalmente acho que fica enjoativo (cada um tem os seus gostos);

- Cravinho da índia;

- Hortelã;

- Colorau.

 

Preparação:

Peguem no pote, coloquem as cebolas cortadas às rodelas, o alho picado, o toucinho a gosto (costumo colocar um pedaço de 400g, cortado às tiras), e o louro. Logo em seguida coloquem a carne(acém e chambão) previamente temperada com sal, grãos de pimenta preta e da Jamaica (eu coloco um grupinho grãos, dos dois tipos de pimenta, que agarro com as pontas de todos os dedos da mão).

Mistura-se com as mãos (bem lavadinhas) a carne, e depois de tudo misturado cheirem para ver se está suficientemente perfumado.

Por cima da carne coloquem duas colheres de sopa de manteiga e uma de banha de porco.

Depois destes passos, derramem o vinho de cheiro até quase cobrir a carne, e na folga que deixaram, coloquem um copo de água para traçar a intensidade do vinho de cheiro. Não é suposto a  carne ficar completamente embebida, a carne vai mirrar quando for ao forno e assim o molho vai acabar por cobrir a carne.

Hora de colocar a carne no forno a 250 graus, e se o vosso pote não tiver tampa, coloquem folha de alumínio.

Deixem entrar em fervura e cozinhar umas duas horas… Este tipo de carne é muito dura, e quando cozinhada a altas temperaturas, e durante longo período de tempo, fica tenra e saborosa.

Quando a carne ficar tostada em cima, tirem com muito cuidado o pote, e provem para rectificar temperos, se faltar sal, ponham mais, se faltar especiarias também. Virem a carne do avesso para não tostar demasiado de um lado.

Esta é uma receita que é preciso rectificar muito, até ficar ao nosso gosto.

Passadas estas duas horas, deixem a carne no forno apagado até ao dia seguinte (convém fazer este prato à noite para deixar para o dia seguinte), e assim a carne vai apurar mais os sabores e irá ficar mais tenra no molho. No dia seguinte, coze-se o resto e rectifica-se temperos outra vez.

Deverá ficar um molho castanho escuro e muito cheiroso.

E aí está! Acompanha-se com batata cozida, e massa sovada que nós aqui temos muito nos Açores.

Inhame também fica bem, e umas rodelas de ananás ficam a matar.»

( recolhida a partir de um blog generalista da ilha terceira )

publicado por Maurício Barra às 12:25 | comentar | favorito
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Sete meses

 

 

Durante sete meses deixei a sala de jantar fechada. Em paz. Porque a minha parcimónia sobrepôs-se à minha tendência epicurista, nestes tempos de privação. Regresso agora, com calma. Porque a(s) gastromia(a) são heranças culturais que dão e são prazeres a que todos temos direito todos os dias.

publicado por Maurício Barra às 11:50 | comentar | favorito
26
Ago 12

طفل مع الكسكس الحبوب والمعكرونة

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

طفل مع الكسكس الحبوب والمعكرونة

( cabrito com couscous e pasta de grão )

 

Confesso de gosto de couscous. Não todos os dias, como é hábito no norte de África, mas com alguma frequência. O couscous é um acompanhamento ou prato principal, que pode ser confeccionado de múltiplas formas originando os mais diversos sabores.

A receita que vos apresento hoje reúne três componentes que, em conjunto, criam uma inesperada e feliz conjugação de sabores.

 

CABRITO COM AMEIXAS

 

Ingredientes:

cordeiro ou cabrito

cebola cortada

alho

mel

Especiarias:  ras el hanout ( se encontrar. Senão encontrar fica bom na mesma ), cominhos, canela, gengibre, sal  e pimenta

ameixas pretas embebidas em vinho branco

amêndoas descascadas

limões pequenos

azeite

água

 

Colocar as ameixas num copo de vinho branco. Deixe repousar pelo menos 1-2 horas.

Refogue a cebola e o alho no azeite. Adicione a carne e deixe alourar alguns minutos. Despeje o mel e todos os temperos. Cubra com um pouco de água, cobrindo o fundo do tacho. Adicione os limões fatiados. Leve ao forno, em lume muito baixo, as amêndoas durante 30 minutos até dourarem. Antes do cabrito estar cozinhado, adicione as ameixas e amêndoas . Tempere com sal e pimenta a gosto.

 

COUSCOUS

 

couscous

água , azeite

cebola, salsa,

courgettes, pimentos vermelhos , cenouras

 

Ferva água temperada com sal, piri-piri, salsa e cebola. Quando levantar fervura, reduza para o mínimo e deixe ficar. Em azeite, salteie em cebola picada courgettes, cenoura e  pimento vermelho cortados em tiras, em fogo lento, por forma a os vegetais amoleçam libertando os sucos.

Lave o couscous num passador com água fria. Coloque-o num recipiente, misture os legumes bringidos, verta a água que está a ferver, remexa para que tudo fique bem minturado. Cubra e reserve.

 

PASTA DE GRÃO

 

Entretanto, já tinha feito esta pasta de grão. Para a qual precisa de:

grão cozido

coentros ( muitos )

alho

azeite

sal e pimenta

Num mixer misturar o grão cozido, muitos coentros, alho e azeite. Tempere com sal e pimenta.

 

Sirva tudo em conjunto. A pasta de grão acompanha muito bem o cabrito, o couscous ganha ainda mais com a junção de todos os sabores.  

publicado por Maurício Barra às 09:36 | comentar | favorito
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15
Ago 12

Rhum

 

 

 

 

 

O Rhum tem a sua expansão associada directamente à temática do cultivo da cana de açúcar e à escravatura que proporcionava a mão-de-obra barata para o seu cultivo.
A cana-de-açúcar começou a ser cultivada nas Canárias, em 1493, e dali transportada pelas naus de Cristóvão Colombo para as índias Ocidentais, o Novo Mundo.  Nos princípios do século XVI surgiu o primeiro rum destilado a partir da cana-de-açúcar. Existem várias histórias e lendas sobre o rum que envolvem os piratas da época. Alguns peritos defendem que a palavra rum deriva de Rumbullion ou Rumbustion. Expressões usadas, na gíria, pelos ingleses para descrever os excessos provocados pelos bêbados. Outros afirmam que a palavra rum tem origem latina, saccharum (açúcar). No século XVII, o rum era já muito conhecido, sendo considerado como uma bebida medicinal que curava todas as doenças e expulsava os "demónios" do corpo. Em 1775 o rum era a bebida mais vendida na América, o consumo anual per capita era de aproximadamente 18 litros.
O rum é uma bebida alcoólica obtida a partir da fermentação do melaço e posterior destilação. O rum é uma bebida secular, de características refinadas e aroma suave.Originalmente, era produzido em Cuba (século XVI). Feito de canas frescas trituradas ou do seu melaço, a bebida começou a ser apreciada no século XVII, quando foi divulgada como um poderoso medicamento capaz até de “exorcizar os demónios do corpo”. Conta-se também que seu alto teor alcoólico (de 40 a 75°GL) o fez famoso entre os piratas do século XIX, encorajando-os antes dos combates e servindo como moeda de troca de escravos.
O rum pode ser feito de duas formas diferentes: a agrícola e a industrial. Em ambas, o resultado é uma bebida cristalina. Quanto à cor dourada encontrada em alguns tipos da bebida, deve-se ao envelhecimento em tonéis de carvalho ou à adição de corantes caramelo. Os envelhecidos são muito mais caros e, pelo seu sabor peculiar e característico, devem ser consumidos puros ou com gelo. O rum é o principal ingrediente de muitos cocktails famosos, como por exemplo o Daiquiri, e long drinks, como o Cuba Libre ( ou “mentirita” como é conhecido em Havana ). É produzido principalmente nas ilhas do Caribe. A grande quantidade de países produtores de rum reflecte-se na gama de variedades da bebida.
As principais são:
Rum encorpado: é o rum escuro. Têm corpo e aromas marcantes e é originário da Jamaica, Martinica, Barbados;
Rum aromático: além do melaço da cana, contém bagos de arroz vermelho. Produzido principalmente na Indonésia, é levado para a Holanda e a Suécia para ser engarrafado e utilizado na fabricação do ponche;
Navy Rum: é um dos mais encorpados. Produzido na Guiana e em Trinidad e Tobago;
Rum cubano: rum leve, com teor alcoólico de 40°GL, pode ter coloração transparente (para cocktails) ou dourada. A marca mais famosa deste tipo de Rum é a Havana Club (propriedade do Estado Cubano), que resulta da marca Bacardi quando esta foi privatizada para os EUA. Por esta razão, a Bacardi é uma marca americana, sendo muitas vezes considerada erradamente uma marca cubana. ;
Rum da Jamaica: o mais forte de todos os tipos de rum. Tem teor de quase 75°GL, e geralmente é exportado para a Inglaterra, onde é envelhecido em tonéis de carvalho por muitos anos;
Rum da Martinica: encorpado, é feito do suco da cana no lugar do melaço;
Rum de Barbados: excelente qualidade, é leve e tem sabor acentuado;
Rum de Porto Rico: figura entre os tipos mais famosos de rum, é leve e de qualidade.

        



 

publicado por Maurício Barra às 10:40 | comentar | favorito
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04
Ago 12

Gengibre

 

 

GENGIBRE

 

Motivado por uma amiga, que, na posse de rizomas desta herbácea, me questionou " o que faço com isto ?", entrego-me hoje ao tratamento do que, afirma-se, também nos pode tratar. Eis o resultado da minha pesquisa.

O gengibre (Zingiber officinale) é uma planta herbácea da família das Zingiberaceae, originária da ilha de Java, da Índia e da China, de onde se difundiu pelas regiões tropicais do mundo. É conhecido na Europa desde tempos muito remotos, para onde foi levado por meio das Cruzadas. Em Portugal ( claro que os portugueses tinham de estar metidos nisto ! ) existe registro da sua presença desde o reinado de D. João III (1521-1557). Pães com gengibre já eram feitos em 2400 A.C e é citado no livro “As Mil e Uma Noites” como afrodisíaco. Era a segunda especiaria mais comum na idade média – só perdendo para a pimenta-do-reino.

O gengibre pode ser encontrado fresco, seco, em pó, em picles, cristalizado, em calda e também em pasta congelada.

Antes de entrarmos na parte de uso no prato, ao que parece as propriedades terapêuticas do dito são mais que muitas. Vejamos : estimula a digestão, alivia a constipação e é um tônico cardíaco. Na medicina aiurvédica trata da obesidade, possui acção na doença asmática, resfriados e rinite crônica. Também  é um poderoso anticoagulante, trata de problemas digestivos, circulatórios e dores articulares. É um excelente remédio para enjoo ou náuseas e, fervido em água, é usado no tratamento contra gripes, tosse, resfriado e até ressaca. Até se afirma que Bbnhos e compressas quentes de gengibre são indicados para aliviar os sintomas de gota, artrite, dores de cabeça e da coluna, além de diminuir a congestão nasal e cólicas menstruais. Acrescentar um pouco de gengibre para bloquear os gases produzidos por alguns alimentos como a ervilha, realmente são benéficos. Pesquisadores indianos estudando propriedades terapêuticas do gengibre comprovaram sua eficácia como antiflatulente. De acordo com a fitoterapia chinesa, a raiz do gengibre apresenta as propriedades acre e quente. O gengibre é usado para aquecer o baço e o estômago expelindo o frio, bem como para aquecer os pulmões a fim de expelir secreções. A raiz também é usada contra a perda de apetite, membros frios, diarreia, vômitos e dor abdominal.

Devido a grande quantia de propriedades terapêuticas que possui, o gengibre é denominado por pesquisadores como “medicamento universal”.

Bom, parece que cozinhar gengibre dá uma saúde de ferro.

Comecemos pela tradição e conservação.

 

GARI

400 gr de gengibre em fatias    

1/2 xícara(s) (chá) de açúcar    

1 xícara(s) (chá) de vinagre branco       

3 colher(es) (chá) de sal             

Cozinhe o gengibre em água até que ferva. Deixe escorrer e esfriar. Numa panela, coloque o açúcar, o sal e o vinagre.

Mexa bem e quando ferver, desligue o fogo. Deixe esfriar.

No frasco, coloque o gengibre e a mistura do vinagre.

Tampe e deixe curtir por 3 dias em temperatura ambiente. Guarde na geladeira.

Durabilidade: 6 meses

Nota: Esta conserva que tradicionalmente acompanha sushis e sashimis, pode também ser consumida no arroz, carnes grelhadas ou peixes.

 

E vejamos como fica bebido e comido.

 

CHÁ DE GENGIBRE

1 litro de água

1 colher de sopa de gengibre

Ferver por ± 8min.

Tomar como água

 

CHÁ DE GENGIBRE PARA A TOSSE

 

1 1/2 l de água

2 colheres de sopa de gengibre

1 rodela de limão sem casca

4 colheres de açúcar

Cravo

Canela

Preparação:

Caramelizar o açúcar, junte o gengibre, o cravo, a canela e o limão.

Junte a água e deixe ferver por 15 minutos.

Coar e servir bem quente.

 

 

LIMONADA COM GENGIBRE, MENTA E MEL

4 limões

4 colheres de sopa de mel

Gengibre fresco (5 cm)

Hortelã-pimenta

Preparação:

Numa tigela, misture o gengibre picado, 15 folhas de hortelã picada e o mel. Ferva duas chávenas de água e verta sobre a mistura. Deixe repousar durante 20 minutos e transfira a infusão através de um passador para um jarro. Junte o sumo de três limões e acrescente mais uma chávena de água e gelo. Sirva com folhas de hortelã e rodelas de limão.

 

LARANJADA AROMÁTICA

Ingredientes

1 xícara (chá) de água

1/2 xícara (chá) de açúcar

3 cravos-da-índia

1 canela em pau

1 pedaço de gengibre de 2cm sem casca ou 2 colheres de chá de gengibre em pó

2 litros de suco de laranja concentrado

Folhas de hortelã para decorar

Cubos de gelo para acompanhar

Preparação:

Leve ao fogo a água, o açúcar e as especiarias. Cozinhe em fogo baixo por 15 minutos ou até formar uma calda rala. Deixe esfriar e leve à geladeira por no mínimo 2 horas. Misture ao sumo de laranja, coe, distribua em copos altos e decore com folhas de hortelã. Sirva com cubos de gelo.

 

HOT GINGER

Ingredientes

150g de gengibre

2 xícaras (chá) de açúcar

1 litro de vinho tinto

Canela a gosto

Cravo-da-índia a gosto

2 xícaras (chá) de água

Preparação:

Numa panela, coloque o açúcar, o cravo, a canela e o gengibre em rodelas. Deixe no fogo, mexendo sempre, até que derreta o açúcar e vire um caramelo. Acrescente a água e deixe ferver por 10 minutos ou até que derreta o caramelo. Inclua o vinho tinto e deixe ferver por mais 10 minutos. Retire do fogo, passe por uma peneira e sirva a seguir.

 

 

 

SALMÃO ASSADO COM GENGIBRE

 

4 lombos de salmão (600 g)

 

Gengibre fresco (5 cm)

 

3 chalotas

 

3 colheres de sopa de molho de soja

 

½ chávena de vinho branco

 

Preparação:

 

Descasque o gengibre. Corte-o em rodelas finas e depois em pequenos palitos. Retire a casca às chalotas e corte-as em pequenos gomos. Numa tigela grande, misture o vinho, o molho de soja, o gengibre e as chalotas. Coloque o salmão na marinada e deixe ganhar sabor durante 15-20 minutos. Passe a marinada para uma travessa de ir ao forno e faça quatro montes pequenos com o gengibre e as chalotas. Coloque o salmão por cima dos vegetais e leve ao forno durante 15 minutos. Sirva regado com o molho.

 

 

 

BOLO DE GENGIBRE

 

Ingredientes

 

iogurte natural (200g)

 

(medida do iogurte) de óleo

 

(medida do iogurte) de açúcar

 

2 ovos

 

2 (medida do iogurte) de farinha de trigo

 

1 colher (chá) de gengibre em pó

 

1 colher (chá) de fermento em pó

 

2 colheres (sopa) de gengibre em conserva picado

 

Margarina para untar e farinha de trigo para polvilhar

 

Canela em pau para decorar

 

Preparação:

 

Bata no liqüificador o iogurte, o óleo, o açúcar, os ovos, a farinha e o gengibre em pó até obter um creme homogêneo. Adicione o fermento e o gengibre em conserva e misture com uma colher. Despeje em uma assadeira redonda com 22cm de diâmetro untada e polvilhada e leve ao forno médio, preaquecido, por 35 minutos ou até que enfiando um palito no centro da fôrma este saia limpo. Desenforme depois de frio. Decore com 2 paus de canela.

 

 

 

E, por fim, a minha receita predileta, os

 

 

 

COOKIES DE GENGIBRE

 

( chávena medidora de 240ml )

 

2 ¼ chávenas (315g) de farinha de trigo

 

2 colheres (chá) de bicarbonato de sódio

 

¼ colher (chá) de sal

 

1 colher (chá) de canela em pó

 

1 colher (chá) de gengibre em pó

 

½ colher (chá) de cravo moído – usei um pouquinho menos

 

¾ chávena (170g) de manteiga sem sal, em temperatura ambiente

 

1 chávena (160g) de açúcar mascavo – aperte-o na xícara na hora de medir

 

1 ovo grande

 

¼ chávena (60ml) de mel de cana

 

cerca de ¼ chávena (55g) de açúcar granulado

 

Pré-aqueça o forno a 175ºC – você vai usar a grade do meio para assar os cookies.

 

Forre duas assadeiras grandes com papel manteiga ou papel pardo.

 

Peneire a farinha, o bicarbonato, o sal, a canela, o gengibre e o cravo em uma tigela média e reserve.

 

Numa tigela grande, usando a batedeira em velocidade média, bata a manteiga e o açúcar mascavado até obter um creme (cerca de 1 minuto). Desligue a batedeira e raspe as laterais da tigela para uma mistura mais homogénea. Adicione o ovo e o mel e bata até o creme ficar com um tom casranho claro, mais ou menos 1 minuto. Em velocidade baixa, adicione os ingredientes peneirados e bata só até incorporá-los.

 

Coloque o açúcar granulado em um pedaço grande de papel manteiga/pardo ou num prato. Separe 1 colher (sopa) nivelada de massa e enrole, formando uma bola. Passe a bola no açúcar e coloque nas assadeiras preparadas. Continue formatando os cookies, deixando 5cm de espaço entre um e outro.

 

Asse os biscoitos (uma assadeira por vez) até que a superfície esteja firme e o centro ainda mole – deverá haver várias rachaduras na superfície deles (cerca de 14 minutos). Deixe-os esfriar na assadeira por 5 minutos; retire-os com a ajuda de uma espátula grande de metal e transfira para esfriarem completamente.

 

Os cookies podem ser guardados em um pote hermético bem fechado por até 4 dias.

 

 

 

publicado por Maurício Barra às 15:15 | comentar | favorito
29
Jul 12

Ceviche de Camarão

 

A temperatura mínima aumentou, o sol já aquece, vamo-nos desligando da roupa de inverno, a vontade de saborear refeições mais frescas reaparece. Apesar da chuva deste fim de semana. Para aguçar o espírito primaveril, vou deixar-vos, sucessivamente,  três entradas ligeiras e saborosas que pesquisei e considero ajustadas ao momento.

  

 

CEVICHE DE CAMARÃO  

Ingredientes:

vieiras

peixe fresco

camarão cozido

tomates-cereja

pimento vermelho cortado em cubos

sumo e as raspas de 2 limões

cebola  picada

sumo de laranja

coentro fresco picado

azeite

gotas de Tabasco

sal e pimenta 

Confecção :

Corte o peixe em tiras finas e coloque numa vasilha com os sumos e as raspas de limão. Misture.

Junte os outros ingredientes excepto as vieiras e os coentros.

Deixe repousar no frigorífico durante 45 minutos.

Corte as vieiras em fatias finas. Adicione-as e aos coentros ao ceviche, misturar, deixar repousar 15 minutos e servir em taça.    

publicado por Maurício Barra às 08:09 | comentar | favorito
18
Jul 12

Guiness

 

(*) A Guinness é uma cerveja irlandesa cuja história teve início em 1759, quando Arthur Guinness alugou uma fábrica em Dublin, na Irlanda, e começou a produzir sua cerveja. Em 1862 adoptou a Harpa irlandesa como símbolo.
Com quase 300 anos de história, a cerveja Guinness é produzida com a mesma composição: malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura. A característica pequena bola que vem dentro da lata de cerveja tem uma razão : a cerveja irlandesa Guiness é do tipo "stout" com alta fermentação e graduação alcoólica. Por ser uma cerveja forte, a bolinha serve para, movimentando-a, misturar e homogeneizar a cerveja.


publicado por Maurício Barra às 10:40 | comentar | favorito
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07
Jul 12

Das Caraíbas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DAS CARAÍBAS 

Melhor seria que fosse "nas Caraíbas". Mas não havendo estados de alma "in loco", fiquemos-nos pelos sabores. Que, para portugueses, tão arrozeiros que somos, vêem a calhar. Com duas receitas, de pai e filha, em versão espanhola.

 

ARROZ CARIBENO

Autor: Karlos Arguiñano

Ingredientes:

arroz

bananas

ovos

tâmaras

dentes de alho

fatias de bacon

tomate

farinha

água

azeite extra virgem

sal

salsa picada

Preparação:

Para o molho de tomate, pique as cebolas, os dentes de alho e os tomates. Refogar numa panela em azeite. Adicione uma pitada de sal e açúcar em partes iguais. Deixe cozinhar por 30 minutos, esmague o preparado e  reserve.

Cozinhe o arroz em bastante água a ferver com  uma pitada de sal, escorra, refresque e reserva.

Numa frigideira com azeite, aloure os dentes de alho picados. Refogue o bacon picado. Adicionar as tâmaras, frite e acrescente o arroz. Cozinhe em fogo baixo.

Descasque as bananas e corte ao meio. Embrulhe cada pedaço com metade de uma fatia de bacon, amarre com palitos, passe por farinha e reserve.

Escalfe  ovos em  bastante azeite  quente. Retire do óleo e frite as bananas.

Sirva o arroz com molho de tomate, os ovos e a banana frita. Polvilhe com salsa picada.

 

ARROZ FRITO COM GEMAS

Autor: Eva Arguiñano

Ingredientes:

arroz basmati

ervilhas

cenoura

pimento vermelho

dentes de alho

gemas

água

azeite 

sal

Preparação:

Coza as ervilhas numa panela com água e uma pitada de sal durante 15 minutos. Escorra e reserve.

Refogue o arroz basmati numa panela com um pouco de azeite. Adicione a água, tempere e cozinhe por 15 minutos.

Lamine os alhos numa panela com um pouco de óleo. Adicione o pimento picado. Tempere e refogue rapidamente até ficarem al dente. Adicionar as cenouras ripadas. Adicione as ervilhas e arroz cozido, reduza o calor e agite por 3-4 minutos para misturar todos os ingredientes.

Emprate o arroz com legumes usando um molde cilíndrico oco. Coloque por cima de cada um uma gema de ovo. Desenforme. Sirva com folhas de rúcula temperadas.

publicado por Maurício Barra às 17:13 | comentar | favorito
01
Jul 12

Atum

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ATUM

 

Das oito espécies de atum registadas, duas são as mais comuns no nosso prato :  o  Thunnus Atlanticus ,endémico no Oceano Atlântico ocidental, com baptismos diversos ( Albacora, Albacora-preta ou Albacorinha, Atum-barbatana-negra ou Atum-negro )  aqui no rectângulo, e o  Thunnus Alalunga, também conhecido por Alvacora  ( nos Açores ), Atum-branco, Atum albino, Avoador (Angola), Asinha (por causa das suas longas barbatanas peitorais), Bandolim ou Carorocatá (Brasil) e ainda Peixe-maninha (Cabo Verde). Também, já houve, em maior proporção do que nos dias de hoje, o Thunnus Thynnus, o atum rabilho típico do Oceano Atlântico, hoje  sobretudo criado em instalações de aquacultura no Japão, onde a sua carne é processada para sashimi.

O tradicional processamento da carne de atum para a indústria de conservas, ao contrário da sardinha, afastou-o, na versão fresca, do quotidiano das mesas portuguesas, continuando a subsistir onde era ( é ) marca forte da gastronomia regional ( Algarve, Madeira, Açores ), gastronomia regional a que hoje se dá o nome pomposo de cozinha de "terroir " ( termo que tem origem na vitivinicultura, na qual a designação é aplicada a um grupo de vinhas da mesma região, pertencendo a uma específica apelação, partilhando o mesmo tipo de solo, clima, castas e métodos de vinificação, valências que, em conjunto, contribuem para dar ao vinho daquele "terroir" uma personalidade própria ).

Mas deixemos os copos.

Ao atum sempre devotei inclinações. Desde o atum de barrica, que, por estes lados acidentais da Serra de Sintra fazem parte da praxe na Páscoa ( com os mexilhões da Roca ) e da Festas da Senhora da Graça ( que este ano farão 216 anos ), até  à procura de restaurantes onde possa saborear a sua ventresca.

Registado o meu agrado, trago-vos hoje receitas tradicionais de tratar o tunídeo, as seculares, as que fazem parte da nossa cultura gastronómica. Para tal recorri às receitas de pessoas que, em cada uma das regiões, fazem gosto de preservarem essa memória e de  nos passarem a informação.

 

 

ATUM  SALPRESADO 

atum fresco

sal

orégãos

alho

louro

1 cebola pequena

Para o escabeche:

cebola

alho

malaguetas

salsa fresca

azeite

vinagre

 

Preparação:

Tempere a peça de atum inteira com 1 punhado de sal, os orégãos, uns dentes de alho esmagados e a folha de louro e deixe assim durante um dia.

No dia seguinte, coloque o atum num tacho, cubra com água, adicione uma cebola pequena inteira e leve a cozer durante cerca de 45 minutos.

Quando o peixe estiver cozido, escorra a água e deixe-o arrefecer um pouco. Separe então o atum em pedaços mais pequenos (sem cortar) e distribua num tabuleiro de ir à mesa. Cubra o peixe com alho picado finamente, cebola cortada às rodelas, malaguetas picadas e tempere abundantemente com azeite e vinagre.

Sirva frio decorado com salsa fresca picada e acompanhe com batata cozida e salada de alface.

Ângela in Receitas que Eu Gosto

 

ESTOPETA DE ATUM 

Ingredientes:

750gr de atum para estopeta

2 cebolas

500gr de tomate encarnado mas rijo

2 pimentos verdes

5dl de azeite

2,5dl de vinagre

Preparação:

Ripa-se o atum à mão, lava-se em água fria e espreme-se muito bem, apertando-o.

Lava-se e espreme-se as vezes que forem necessárias para retirar o excesso de sal ao atum.

Depois de muito bem espremido deita-se numa taça de vidro ou de barro.

Juntam-se as cebolas, o tomate e o pimento cortados aos cubos.

Rega-se tudo com o azeite, mexe-se e, no final, adiciona-se o vinagre.

Volta a mexer-se a estopeta e conserva-se no frigorífico ou em local muito fresco durante pelo menos duas horas.

Daniela Parra, Vila Real de Santo António

 

ATUM DE BARRICA À MODA SALOIA 

Ingredientes:

Atum de barrica

Cebolas

Batatas

Couve Portuguesa (facultativo)

Sal

Azeite e vinagre de vinho

Preparação:

Ao comprar, escolha as partes de atum que têm parte das longas espinhas da costela.

Parta em pedaços e demolhe por 24 horas, mudando amiúde a água; este atum é muito mais salgado que bacalhau. Se puser algo que faça altura no fundo do recipiente, de modo a que o atum não fique no fundo, a dessalgação é muito mais eficaz.

Ponha a cozer em água temperada com sal as batatas, cebolas e, se quiser alguma couve.

Quando a cozedura estiver a meio, introduza os bocados de atum e continue a cozedura em lume baixo.

Sirva e tempere com azeite e vinagre.

Luis Pontes in Outras Comidas

 

VENTRESCA DE ATUM

Bem se pode dizer que uma coisa é o atum, outra a ventresca. Por ser uma peça entremeada, mais gorda que as peças de lombo, tem uma textura cremosa, macia, delicada e de riquíssima de sabor. É frequente verificar que pessoas que não gostam de atum pelarem-se por ventresca. Pode obter-se nas duas formas : em conserva ( são famosíssimas as Santa Catarina da Ilha de S.Jorge dos Açores ) e, mais raro, em fresco (quando estiver por Vila Real de Santo António, não de esqueça de o tentar obter ).

A forma como prefiro saboreá-lo, nas duas versões, é de forma a que o processamento e os acompanhamentos não anulem o seu sabor.

Quando fresco, coza-a como o bacalhau, sem levantar fervura, até atingir a consistência ideal.

Para acompanhar ? Não vá na conversa de fazer grandes molhos com cebola, pimento, tomate, salsa e quejandos. Proteja esta iguaria de sabores corriqueiros que eliminam o sabor da ventresca.. Prefiro batata cozida com a pele, despelada, cortada em quartos, tudo temperado com um molho vinaigrette ligeiro.

publicado por Maurício Barra às 07:41 | comentar | favorito
23
Jun 12

Attilio SANTINI

 

 

ATTILIO SANTINI
Attilio Santini Mosena, nascido em Cortina d'Ampezzo, Udine,  era filho de Maria e Arcangelo Santini Mosena.  Os seus ancestrais são originários dos Montes Dolomitas, a norte de Veneza.  O fabrico de gelado, tradição da sua família,  começou com o seu tetravô, que possuía uma “ eisdiele” ( vendita di gelato ) em Viena de Áustria, com “breveto” emitido pela casa imperial, dada pelo imperador Francisc Joseph. A seu pai, na Itália, também será atribuído um brevetto pelo rei Vittorio Emanuelle.
Em 1917-1918, no fim da Iª Guerra Mundial, Attilio deixa a Itália com seu pai e em 1922 instala-se em Metz, França, onde conhece um dos Romanov, membro da família imperial russa.
Em 1937 retorna a Itália, para trabalhar na Gellataria Sommariva em Milano. Os acontecimentos que, a partir da Alemanha e com forte impacto na Itália, indiciavam a Guerra que se aproximava na Europa, levam-no a emigrar para Espanha, onde, em  1938, abre uma Gellataria em San Sebastian.
Em 1940 muda-se para Barcelona, ​​para a calle Vergara, abrindo a Gellataria Capri, que será encerrada posteriormente devido à concorrência da Frigo.
Em 1944, Santini muda-se para Valência, abrindo o  Santpol Café, onde conhecerá a sua futura esposa, Isabel Catalan Saez. É também em Valência que conhecerá o Cônsul Português João Moraes, que o vai desafiar para se mudar para Portugal. 
Assim, a 26 de agosto de 1949, Santini muda-se para a Praia do Tamariz, no Estoril, abrindo e iniciando a fama da Gelataria Santini ( na inauguração ofereceu gratuitamente todos os gelados a quem aparecesse ). Nessa altura, a Família Santini habitava no andar de cima do salão dos gelados, tornando a sua casa disponível durante várias ocasiões, como por exemplo para servir como camarim para os membros da Família Real Espanhola que na época vinham para a praia.
Aliás, a sua permanente ligação às Casa Reais que tinham residência no Estoril é uma marca deste "aristocrata dei gelatti" ( Rei Humberto de Itália, Princesa Maria Gabriela de Sabóia, Princesa Maria Beatriz de Sabóia, Princesa Maria Pia de Sabóia, para a qual serviu os gelados no dia de seu casamento com Alexandre da Yuguslávia, que teve ligar no Hotel Palácio, e, sobretudo, a Casa Real de Espanha, clientes frequentes, onde tratava carinhosamente por Juanito o futuro Rei de Espanha ).
Mais tarde, em 1971, muda a Gelataria para Cascais, onde, antes de se fixar na Avenida Valbom, passou por uma das lojas do antigo cinema S.José. Também abriu, perto da casa de fabrico dos gelados, uma extensão em S.João do Estoril.
Attilio Santini morreu em 3 de Agosto de 1995, aos 88 anos.
Em 2009 os seus descendentes abriram o capital da empresa ( Button, Relvas ), do que resultou a primeira lija Santini em Lisboa, no Chiado.
Diz-se que o mundo "pula e avança como bola colorida nas mãos de uma criança ". Talvez assim seja. Do  que tenho a certeza é de que as bolas de gelado do signor Santini alegraram ( e alegram ) três gerações de crianças, fabricadas por um homem que, a partir de um Portugal brando, assistiu ao fim dos Impérios, à destruição do seu país, e à reconstrução de uma Europa unificada.

 

publicado por Maurício Barra às 15:17 | comentar | favorito
09
Jun 12

Aji de Galinha

 

 

 

Do Peru trago-vos uma bela receita de galinha. Apanhei a referência no blog Mesa Marcada, experimentei e digo-vos : com as pequenas adaptações que casa um decida para melhor adequar ao seu gosto, esta é uma receita para ficar.
Fiz alguma pesquisa mas decidi a versão de Paulina Mata. Eu, em vez de usar o leite, substitui-o pelo caldo onde cozeu a galinha.
AJI DE GALINHA
1 galinha ou frango
2 colheres de sopa de óleo
1 cebola grande, finamente picada
2 dentes de alho, picados
1 malagueta, sem as sementes e picada
125 g de miolo de pão (sem côdeas)
100 g de nozes picadas ( opcional ) - a receita original junta azeitonas pretas.
50 g de queijo parmesão ralado
½ lata de leite evaporado ou caldo onde cozeu a galinha
½ colher de chá de açafrão das indias (curcuma)
1 colher de chá de cominhos
sal, pimenta e piri-piri
Coza a galinha ( ou o frango ) em água temperada com sal (costumo juntar cebola, cenoura, salsa, louro )
Coe a água da cozedura com um passador de rede e reserve-a. Retire a pele e ossos do frango e desfie-o bem.
Num tacho refogue no óleo a cebola, o alho e a malagueta até que comece a alourar.
Entretanto ponha de molho o miolo de pão em cerca de meio litro da água da cozedura do frango e desfaça-o bem.
Junte o pão à cebola e deixe cozer cerca de 5 a 10 minutos mexendo de vez em quando.
Junte então o frango desfiado, as nozes ( eu juntei as azeitonas ) e o queijo e mexa bem. Junte o leite evaporado ( opcional )  e/ou um pouco mais de caldo da cozedura do frango, se necessário, para adquirir a consistência desejada. Deixe em lume brando alguns minutos a fervilhar, mexendo de vez em quando, para apurar.Entretanto tempere com o açafrão das índias, os cominhos, piri-piri a gosto, sal e pimenta.
Sirva com batatas cozidas com pele, ovos cozidos e azeitonas, como é tradicional no Peru, ou então com arroz branco.
via Paulina Mata in Mesa Marcada
publicado por Maurício Barra às 09:12 | comentar | favorito
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06
Jun 12

Para Desintoxicar

 

 

 

 

 

 

PARA DESINTOXICAR, LEGUMES E ERVAS

 

Dizia alguém que, se nos entregamos aos prazeres epicuristas, devemos cuidar para que eles não nos atirem para o "Prazeres". Aconselha a saúde que o prazer prandial pode ( e deve ) ser usufruído em todos os estágios de vida, pelo que se quiser ter a hipótese de cometer excessos mais tarde, evite cometê-los mais cedo. Nada mais do que bom senso. Se gastamos a primeira parte do caminho em corridas loucas, pode-nos vir a faltar a gasolina para chegar ao fim do caminho.

Hoje, e de acordo com a temperança do calendário, trago-vos umas referências que provavelmente conhecereis, mas para as quais não é despiciendo renovar a nossa atenção.

 

LEGUMES E ERVAS

 

ALCACHOFRAS

Entre outros serve como um prato lateral ou salada, a alcachofra auxilia a digestão, ajudando a eliminar as toxinas do intestino. A alcachofra é  por excelência um protector do fígado.

ERVA DOCE

É recomendado para combater o inchaço devido ao seu efeito carminativo. Use-o para decorar a sua massa ou carne (especialmente vitela e cordeiro) e peixes. A erva-doce também é muito bem com o alho e podem ser comidos crus em saladas.

AIPO

As folhas e raízes são depurativas e diuréticas. Além disso, queima mais calorias para mastigar. Claramente um excelente compromisso para os famintos da tarde.

ALFACE

Como todos os vegetais, é refrescante, com uma grande componente de água de alta, mas também serve para  purificação e remineralizante. Excelente base para qualquer salada!

RÚCULA

Excelente em saladas e mais saborosa do que a alface, permite a eliminação de toxinas através dos intestinos, fígado, pele e rins. Bom para Integrar em sandiwich’s ou usá-la como base da salada.

PEPINO

Além de ser conhecido por suavizar a pele, o pepino é diurético e depurativo. Excelentes em saladas, com peixe ou cru.

RABANETE

O rabanete, especialmente quando consumido cru, actua sobre a vesícula biliar. Tente ralado ou fatiado em saladas.

ALHO

Conhecido pela sua acção antibacteriana, promove a limpeza dos intestinos.

BETERRABA

Para melhores resultados depurativos , é melhor comido cru. Ele dá um pouco de sabor, com suco de limão e anéis de cebola fresca. Incorporando a metionina e a betanina nele, contribui para a eliminação de resíduos e a degradação de ácidos gordos acumulados no fígado.

SALSA

Além de ajudar a uma boa respiração, a salsa é um alimento desintoxicante. Aproveite a oportunidade para acrescentar em todas as suas receitas! Como parte de um tratamento de desintoxicação, ele pode até mesmo ser incorporado em suas bebidas.

REBENTOS DE COUVE

Na verdade, assumem as mais diversas formas e todas elas têm um grande efeito estimulante sobre o fígado. Como por exemplo,  brócolos, couve-flor, repolho ou couve de Bruxelas. A desintoxicação é certa.

ALOÉ

Não só excelente para irritações da pele, o sumo de aloé é também excelente para o sistema digestivo. É purificador e ajuda a eliminar parasitas, infecções, bactérias e vírus. O aloé também é ligeiramente laxante. Pode ser ingerido integrando-o em sumos.

ESPARGOS

É excelente em saladas e até mesmo um com algumas especiarias e azeite. Os espargos contém uma boa quantidade de fibras e são ligeiramente laxante. Também são diuréticos, o que lhe confere um efeito benéfico sobre os rins, tanto quanto dos intestinos. É também uma excelente fonte de minerais e vitaminas B.

publicado por Maurício Barra às 08:36 | comentar | favorito
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31
Mai 12

Recheios Primaveris

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RECHEIOS PRIMAVERIS

 

Associo os legumes recheados ao início do tempo quente. São soluções saborosas, bem condimentadas, de digestão mais leve, que servem bem como cenário de fundo para um bom vinho branco do qual se tem saudades. As receitas que vos apresento são, sobretudo, um aide-memoire, porque quase todas as famílias têm a sua receita, aquela que foram aperfeiçoando com o tempo.

 

PIMENTOS RECHEADOS

Ingredientes :

pimentos verdes

pimentos vermelhos

azeite

cebola, finamente picada

cogumelos finamente picado

carne moída

manjericão

 molho de tomate

sal e pimenta

queijo ralado Gruyere

 

Refogar a cebola e os cogumelos, adicione a carne moída.

Junte o manjericão. Tempere com sal e pimenta. Deixe o molho ligar durante 10 minutos com a calda de tomate.

Entretanto leve a assar os pimentos no forno durante 10 minutos. Corte-os ao meio.

Rechear as metades com o refogado, colocar o queijo ralado por cima e levar a gratinar.

 

 

COUGETTES (ou BERINGELAS ) RECHEADAS

Ingredientes :

courgettes ou beringelas

carne picada

cebola picada

pimentos verdes picados

pimenta vermelha picada

dente de alho, picados

salsa fresca,

manjericão

orégãos

caldo de galinha

tomates, descascados, cortados

vinho tinto

pão ralado

queijo parmesão ralado

queijo cheddar ralado

 

Cortar as courgettes longitudinalmente em duas metades, retire o conteúdo e esmague-o com um garfo. Junte a salsa, cebola, alho e as especiarias.

 Refogue esta mistura numa frigideira durante 4/5 minutos, adicionando a carne picada.

Junte o tomate e os líquidos e deixe cozer 5 minutos em fogo brando.

Juntar o pão ralado e o parmesão ralado, misturar e encher as metades das courgettes com este recheio. Colocar por cima o queijo cheddar ralado e levar ao forno, a gratinar durante 10 minutos.

publicado por Maurício Barra às 09:57 | comentar | favorito
26
Mai 12

Pêras com Carangue(i)jo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PÊRAS COM CARANGUEJO

Carangueijo ou caranguejo ? Deixo os dois termos para o desacordo ortográfico.

Por outro lado, esta receita mantem algum desacordo com o que costumo propôr : pode ser tudo enlatado ( hughhh ! ). Vejamos então, em versão curta e grossa.

 

Ingredientes

pêra de conserva ( ou fresca )

creme de queijo

cebola finamente picada

mayonnaise

sal e pimenta

salsa

lata de caranguejo, escorrido

 

Confecção:

Nada mais simples: misturar todos os ingredientes ( excepto as pêras ). Refrigerar.

Rechear as pêras e servir. 

publicado por Maurício Barra às 09:33 | comentar | favorito
19
Mai 12

Fondue de Chocolate

 

Para este fim de semana chuvoso, nada melhor do que juntar as frutas primaveris com o chocolate. Quente. Para nos reconfortar da noite fria.

 

 

FONDUE DE CHOCOLATE

 

100 ml de natas magras

50 g de chocolate 70% cacau

raspa de meia laranja

Cointreau ( licôr de laranja )

 

Ponha as natas numa caçarola pequena em lume médio até levantar fervura. Retira a caçarola do lume, parta o chocolate em pedaços pequenos e misture-os nas natas quentes.Deixe derreter por alguns minutos, adicione as raspas de laranja e o Cointreau ( opcional, no caso de não haver crianças ), e mexa até ficar homogéneo.

Sirva com frutas e biscoitos.

Para as frutas sugiro manga, morangos, banana, ananaz, uvas e kiwis.

Para bolachas recomendo bolachas de gengibre e barquilhos.

publicado por Maurício Barra às 08:12 | comentar | favorito
16
Mai 12

Água Castello

 

 

 

(*) A CASTELLO é uma água centenária com nascentes em Pisões-Moura. Foi lançada em 1899, pela empresa Águas de Moura, e permanece até hoje como uma marca de referência no sector das águas com gás. Nesse ano foi assinado o primeiro contrato de concessão, dado pela Câmara Municipal de Moura, para a Exploração da Água mineromedicinal da Vila de Moura.
O lançamento da marca de água Mineral Natural Gaseificada ÁGUA CASTELLO foi efectuado então pela empresa Águas de Moura, pertencente à empresa Assis e Companhia. Hoje é propriedade da Nestlé.
A sua qualidade e excelência foram premiadas em várias exposições nacionais, internacionais e tornou-se na marca com gás de eleição da Casa Real Portuguesa.

 

publicado por Maurício Barra às 16:08 | comentar | favorito
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09
Mai 12

Prego ? Bifana ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PREGO ? BIFANA ! E MAIS UM PREGO, CLARO !

 

A recente visita ( a terceira, depois dos Açores e do Norte ) de Anthony Bourdain a Portugal, desta vez a Lisboa, incentivou alguns remoques de alguns gastrónomos portugueses, que de pluma na mão nos transmitem as suas opiniões. Os quais gosto de ler e gabo o bom gosto. Mas dos quais discordo na sua visão redutora de olharem para  a gastronomia a partir da alta cozinha, olhar que, mesmo que o não queiram, os transformam em agentes de preconceitos elitistas.

A questão nasce devido à atenção que Bourdain presta à "street food", velho hábito europeu, hoje substancialmente reduzido devido à profusão de legislação sanitária e de licenciamento económico que nos submerge todos os dias ( ainda me lembro das dificuldades que os Hot Dogs da Boca do Inferno - os melhores de Portugal - tiveram de sofrer para serem licenciados ). A "Street Food", nestes tempos, com uma oferta infinita de diversidade e qualidade, pratica-se sobretudo na Ásia, América Latina e América do Norte, e é um repositório dos sabores tradicionais dos seus países.

Não é comida de plástico. Não é fast food. São sabores "slow food" servidos rapidamente. A "Street Food" ´é gastronomia. Sempre ao dispor de quem a quiser saborear sem complexos de que "os seus parentes caiam na lama".

Acontece que o bom do Anthony refastelou-se, entre outras iguarias, com o nossos pregos e bifanas. E fez muito bem. É a nossa "street food" mais consensual a nível nacional, hoje servida entre portas, a maior sobrevivente dos petiscos que em tascas e caramanchões durante várias gerações foram ( são ) o prazer dos portugueses.

E assim fica introduzido o tema que aqui me traz hoje.

O prego ( de vaca ) e a bifana ( de porco ) tem inúmeros templos em Portugal. Diria centenas. Eu falo dos que conheço. Mas dos quais ainda não discorro porque é essencial deixar claro que estas manducâncias precisam de um segundo produto sem a qual não têm a expressão devida : o pão.

O pão. Seja carcassa, molete, vianinha, paposêco, ou têm qualidade e são devidamente aparelhados ou . . . estragam tudo. Têm ( desculpem, devem ) ser de mistura. E pré-aquecidos em torradeira antes de ser servidos ( eu uso, para isto, as antiquíssimas placas com rede que torram directamente sobre a chama ), para serem comidos estaladiços e crocantes.

 

O PREGO DO GAMBRINUS

Quer dizer, estava eu a desdenhar de elitismos e estou a enfiar-me no Gambrinus ? Pois é.  Nos grandes templos são ouvidas as grandes homilias e as rezas mais singelas. Neste templo, são tratados ambos com os mesmo desvelo. E o prego ( assim como os míticos croquetes ) do Gambrinus são a prova de que, em gastronomia, a luta de classes não entra.

 

Ingredientes :

pão de mistura ( com centeio, mas o assunto é discutível)

carne de lombo

molho opcional ( tal como preparado pelo senhor Freitas ) : salsa e cebola picados, azeite e vinagre balsâmico (pouco), sal e pimenta, mostarda (uma colherinha).

Eu prefiro mal passados, lambuzados com uma mistura de manteiga derretida e mostarda.

 

BIFANA DE VENDAS NOVAS

Se bem que não seja como a Dinamarca ( um amigo dinamarquês costumava dizer que era o único país do Mundo que tinha mais porcos que pessoas ), o porco em Portugal é consumido em todo o país. Assim com as suas bifanas. Destaco duas. Umas que comi em Sever de Vouga (  cebola em meias luas fritas sem deixar queimar, bifanas feitas na mesma frigideira, servidas em pão quente estaladiço com a cebola por cima e mostarda à parte ) e as incontornáveis bifanas de Vendas Novas.

Primeiro um pouco de história.

Há 30 anos, Manuel Isabel alugou um café na Rua da Boavista em Vendas Novas e inventou uma nova forma de fazer bifanas. O petisco ideal para quem atravessava a Estrada Nacional n.o 4, que liga o Montijo ao interior alentejano, já se fazia no nº 66, juntamente com feijoadas, pregos e pratos do dia. Nesse tempo, era apenas mais uma bifana e Manuel decidiu inovar. Resolveu vender apenas carne do lombo de porco, sem ponta de nervo. A segunda irreverência era bater todos os pedaços de carne até ficarem como uma fatia de fiambre. Juntou-lhes um alho picado, mais uns misteriosos temperos, e percebeu que a normal frigideira não fazia o serviço. Desenhou um utensílio à medida do seu petisco, um cruzamento entre frigideira e grelha para manter o molho, e grelhar sem fritar a carne. Os clientes começaram a chover e nunca houve um dia vazio naquela casa. As bifanas de Vendas Novas nasceram da originalidade de um homem que morreu antes de ver a sua invenção registada como marca pela Câmara Municipal de Vendas Novas.

Hoje, na Rua da Boavista, nascem casas de bifanas como cogumelos. Podia até ser baptizada de avenida das bifanas. Eu prefiro as do Café A Chaminé  (Rua da Boavista, 53, 7080 Vendas Novas, Tel:265 892 39 ), que, além das bifanas, tem sempre sete sopas diferentes e azevias durante todo o ano.

 

Ingredientes:

bifanas de lombo de porco

dentes de alho

sal q.b. pimenta q.b.

um pouco de colorau

folhas de louro

vinho branco

vinagre branco

banha

 

Preparação:

Bata as bifanas com maço de madeira até ficarem bem finas.

Tempere as bifanas dentro de uma tigela com sal, pimenta, alho picado e o louro cortado aos bocados.  Regue com o vinho branco e vinagre misture. Deixe tomar gosto por algumas horas.  Leve uma frigideira ao lume com a banha a aquecer.  Escorra as bifanas e deite-as na gordura já quente, vá virando com um garfo e em lume forte.  Logo que estejam bem passadas, junte a marinada e deixe fervilhar um pouco, até reduzir.  Estão prontas a ser servidas no pão de mistura, também aquecido para ficar crocante. 

 

Post Scriptum : o meu amigo professor JSS reavivou-me a memória para os fabulosos pregos servidos no Sem Palavras ( atrás do TicoTico, perto do Mercado de Alvalade ). Já agora é um dever também alertar para o prego e os melhores croquetes de Lisboa, na Versailles.

publicado por Maurício Barra às 15:19 | comentar | favorito
06
Mai 12

Anthony Bourdain em Lisboa

 

Quem quiser ter uma antevisão do episódio que Anthony Bourdain gravou recentemente em Lisboa,

siga para http://freeseries-online.eu/watch-anthony-bourdain-no-reservations-season-8-episode-5/ 

( via minha irmã e José Tomaz Mello Breyner )

publicado por Maurício Barra às 08:36 | comentar | favorito
05
Mai 12

O Porto de Abrigo fechou.

  

 

O PORTO DE ABRIGO FECHOU

 

Tenho pena, o Porto de Abrigo era verdadeiramente um porto de abrigo.

O restaurante Porto de Abrigo, perto do Mercado da Ribeira, à direita de quem desce a Rua do Alecrim, era um local recorrente de visita quando me encontrava perto deste local de Lisboa em horas de refeiçoar.

Tradicional, com ementa estabilizada desde que me lembre, frequentava-o desde que era estudante em "Económicas". Alguns dos empregados de mesa estiveram ( estão ? ) lá dezenas de anos.

Há vários pratos que sempre gostei neste restaurante ( açorda de marisco, as vieiras gratinadas, o pato com azeitonas acompanhado com batatas fritas às rodelas, o polvo à Porto de Abrigo, o arroz de pato, o linguado au meunier ), mas há um ao qual volto com mais assiduidade : o Pato com Azeitonas.

Em casa tentei várias vezes reproduzir a receita ; pois bem, não sei se é rigorosamente igual, mas consegui uma bela réplica, para minha satisfação e dos convidados que já a provaram.

É essa receita que novamente ponho ao vosso dispor, em memória de um restaurante de tão grata memória.

 

PATO COM AZEITONAS

Limpar o pato, não passar por água, lavar com um pouco de aguardente. Guardar à parte o fígado do mesmo.

Cortar longitudinalmente.

Levar a cozer em água temperada ( cebola, alho, salsa, louro e sal ) durante 30 minutos.

Retirar. Pincelar com azeite e colorau e levar a assar no forno durante mais 30 minutos.

Entretanto, num almofariz, desfazer os fígados do pato crus com uma colher de mostarda. Juntar massa de azeitonas e um pouco de água de cozer o pato. Emulsionar.

Adicionar ao pato 15 minutos antes de o retirar do forno. Quando retirar a assadeira do forno juntar azeitonas pretas descaroçadas.

Servir com batata cortada às rodelas, fritas em azeite, e uma salada de agriões.

publicado por Maurício Barra às 08:56 | comentar | favorito
02
Mai 12

Pickled Eggs

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PICKLED EGGS

 

Vamos comer ovos cozidos. Sempre tive curiosidade "por uns ovos que estavam dentro de um líquido dentro de um frasco em cima do balcão de um bar num filme antigo que vi mas já não me lembro do nome ". Pesquisei e deparei a melhor fonte possível : uma americana cujo pai efetivamente se lembrava deles. A senhora é Elise Bauer, e eis o que ela tem a dizer-nos sobre o assunto ( sobre ovos cozidos conheço uma estória curiosa : uma famosa economista portuguesa, para aguentar longuíssimas reuniões de trabalho, sem que os parceiros reparassem, levava ovos cozidos na sua carteira, os quais, discretamente, comia, finalizando as ditas reuniões lépida e atenta, com um desempenho invejável perante o cansaço e falta de rotações cerebrais das contrapartes em negociação ).

 

« Você já fez ovos em conserva? Eu nunca tinha sequer ouvido falar deles até que um leitor pediu uma receita, e quando eu os mencionei ao meu pai, disse-me que eles eram comida de bar. ("Desde quando você vai para bares, pai?" "Antes de conhecer sua mãe." "Então, 50 anos atrás, você poderia encontrá-los , em Minnesota." "Sim".) Pondo o culto de Bar de lado, dois dos meus favoritos alimentos são picles e ovos cozidos, então porque não "picklar" os ovos? Aparentemente, uma forma popular para picklá-los é o suco de beterraba, de modo que a clara de ovo fique com uma cor rosa fúcsia bonita. Poucas semanas depois que eu fiz o meu primeiro lote, que foi servido ovos de beterraba em conserva em uma salada em um bar-restaurante em Gettysburg. Eles foram conservados durante todo o tempo a gema, transformando a gema ligeiramente rosa também. Quanto mais tempo você manter os ovos no líquido de conserva, o mais profundo que penetra os ovos. Eu estou supondo que picklá-los durante todo o tempo que você tem que mantê-los no líquido, pelo menos, um par de semanas. 

O que se segue é o resultado de várias semanas de experimentação (e várias dezenas de ovos!) Com diferentes misturas de conserva. Temos um ovo de beterraba em conserva com cardamomo e anis estrelado, bem como um ovo em conserva curry com especiarias indianas, um ovo de jalapeno em conserva com cominho e orégãos, e um ovo em conserva estragão com sementes de mostarda. Faça a sua escolha! O meu favorito é os ovos de beterraba em conserva, porque é tão bonita e eu adoro beterraba. As combinações de especiarias são os principais candidatos para a experimentação, brincar com elas e incluir o seu especiarias ou ervas favoritas de salada de ovo. Eu achei que o líquido de conserva precisa ter o vinagre diluído em água. Vinagre puro é muito ácido. Eu gosto de adicionar açúcar, pois ajuda a equilibrar a acidez do vinagre e eu gosto de  picles levemente adocicados.»

 

Estes são pickles conservam-se no frigorífico. 

 

OVOS ( EM CONSERVA ) COM BETERRABA

 

1 beterraba descascada e picada, cozidas *

1 xícara de suco de beterraba *

1 xícara de vinagre de cidra

cebola, cortada

1 / 3 xícara de açúcar granulado

3 vagens de cardamomo

1 anis estrelado

6 ovos cozidos **, descascados

* Cozinhe as beterrabas picadas em água, cobertas, até ficarem macias, 30-40 minutos, ou use beterraba em conserva. Use o suco de beterraba a partir da água do cozimento, ou o suco de beterraba em conserva.

 

OVOS COM CARIL

 

1 xícara de vinagre de cidra

xícara de água

cebola, cortada

3 / 4 xícara de açúcar branco granulado

3 vagens de cardamomo

1 colher de chá de sementes de mostarda (amarela ou marrom)

1 colher de sopa de curry em pó amarelo

6 ovos cozidos **, descascados

 

OVOS COM JALAPENOS

 

Vinagre de cidra

água

1 / 2 xícara mais 1 colher de sopa de açúcar branco granulado

2 pimentas jalapeño, cortado ao meio longitudinalmente, sementes removidas e descartadas

1 colher de chá de cominho em sementes

1 folha de louro

1 / 2 colher de orégãos secos

cebola, cortada

1 dente de alho, descascado

6 ovos cozidos **, descascados

 

OVOS COM ESTRAGÂO

 

Vinagre de cidra

água

cebola, cortada

2 ramos de estragão fresco

1 colher de chá de mostarda em sementes

1 / 2 xícara mais 1 colher de sopa de açúcar branco granulado

1 colher de chá de ervas de provence

6 ovos cozidos **, descascados 

** Ferva os ovos cozidos até ficarem duros.: coloque-os em água fria numa panela, deixe ferver, cubra, retire do fogo e deixe descansar por 12 minutos, depois lave com água fria.

 

MÉTODO

1 Descasque os ovos e coloque no fundo de um frasco de vidro limpo.

2 Numa panela média, acrescente o vinagre, a água (ou suco de beterraba se estiver usando), a cebola (e jalapeno se estiver usando), açúcar e especiarias. Deixe ferver e cozinhe, sem tapar, até que o açúcar tenha dissolvido e as cebolas estejam translúcidas, cerca de 5 minutos. Retire do fogo e deixe esfriar alguns minutos.

3 Despeje a mistura de cebola e vinagre sobre os ovos no frasco, cobrindo completamente os ovos. Se você estiver fazendo os ovos de beterraba em conserva, coloque algumas ou todas as beterrabas cozidas com os ovos no pote (isso vai ajudar a trazer cor para os ovos, e você terá beterraba em conserva também.) Feche a tampa do frasco e leve à geladeira até um mês.

Os ovos em conserva estarão prontos para comer depois de alguns dias. Quanto mais tempo os ovos ficarem na conserva, mais o sumo da conserva irá penetrar os ovos.»

publicado por Maurício Barra às 14:24 | comentar | favorito
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25
Abr 12

Chá de Marinheiro

 

 

CHÁ DE MARINHEIRO

 

Uma senhora da minha devoção, com quem partilhei inclinações, telefona-se a pedir a receita, " a receita do tal chá, o chá do marinheiro "

- E olha que a devias pôr lá teu blog, é uma maravilha para noites frias !.

Obedeço, com a devoção do costume.

Este "chá de marinheiro", como ela o abençoa, talvez deva o acrónimo aos habituais devaneios que a minha mente hiperactiva deve ter inventado, numa noite qualquer, metendo o Corto a beber chá depois da princesa de Oom se ter refugiado nos seus braços. O chá em si fui criando-o ao longo do tempo. E talvez tenha sido a incorporação de rum que me tenha levado às estórias de Hugo Pratt. De facto, o baptismo proporcionado por uma narrativa dá sempre mais encanto.

O chá , na verdade, não é um chá , já que chá não leva nenhum. É uma infusão. Óptima ( com p ) para um dia frio. E se for tomada a dois, talvez ainda aqueça mais um bocadinho.

 

Ingredientes :

água

limão

gengibre

rum ( ou aguardente de cana )

mel ( ou açúcar de cana )

 

Descasque o gengibre, corte-o em troços e ponha-o a ferver em água. Mais tarde adicione fatias de casca de limão. Deixe ferver um pouco mais.

Numa caneca misture rum, mel e algum sumo de limão.

Junte-lhe a água onde ferveu o gengibre e as cascas de limão.

Como hoje está uma noite fria . . . . . 

publicado por Maurício Barra às 08:00 | comentar | favorito
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20
Abr 12

Casa da Comida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CASA DA COMIDA

 

A receita - bom, chamar a isto uma receita talvez seja um grande exagero - que hoje vos trago é , sobretudo, uma recordação de um restaurante e um grande senhor que em Lisboa oficiava. O restaurante é a Casa da Comida, o senhor era Jorge Vale.

A memoraliazação a que agora recorro tem um a razão muito simples. Devido à geografia, a minha frequência de restaurantes de Lisboa era ( é ) mais parca do que desejaria ( também confesso que só às vezes ). Mas, então, há mais de uma década, aproximadamente, a instituição que então representava decidiu aderir ao movimento "Slow Food" que, como sabeis, era e é um movimento nascido em Itália que visava preservar as gastronomias tradicionais, do "terroir", seja pela utilização dos produtos frescos de estação, seja pela confecção com tempo, seja ainda pela divulgação dos produtos gastronómicos que hoje chamaríamos artesanais. Era uma forma de bater o pé aos alimentos processados e à "fast food" que nos submergia ( e nos submerge ) e que punha em risco a permanência dos sabores que fazem parte da memória do nosso e de outros patrimônios.

Apesar de avisar que, na região de Lisboa, já havia um grupo Slow Food, criado por iniciativa de uma senhora, suponho que produtora em Azeitão, e com o grande impulso da York House, casa em que a qualidade da gastronomia é tratada com um desvelo superlativo, decidiu-se promover um encontro para, se bem entendi, dar origem a um segundo grupo de acólitos. Pediram-se colaboração e sugestões.

Quando vi a lista das pessoas a convidar, distintos gastrónomos, alguns deles hoje muito conhecidos, e tendo sido acometida à minha instituição a responsabilidade de anfitriã, "olhei" para os restaurantes de Lisboa e sugeri que a única opção onde a amesendação e as vitualhas  seriam tratadas ao nível dos convidados era a Casa da Comida.

Pedidas sugestões para a ementa, fui muito claro: depositamos o sucesso prandial da refeição, promovida entretanto a evento, nas mãos do fundador e de quem assumia a chefia das comidas daquela casa, Jorge Vale. Com um pedido : que, incluido na degustação, nos recuperasse a velha receita das "Perdizes à moda do Convento de Alcântara ".

Assim foi. O jantar foi opíparo e de grande convivialidade.

Porque vos trago à colacção a entrada de rolinhos de crepes com salmão ? Porque foi um dos "amouse-bouche" que então nos serviram no período "antes do pasto ".

A versão que vos trago desta memória também está em boas mãos : é de Juan Mari Arzak .

 

CREPES COM SALMÃO

 

Ingredientes

Para os crepes:

2 ovos, 40 g de farinha

um litro de leite

3 colheres de sopa de cerveja

15 g de manteiga

sal

Para o recheio:

salmão fumado

6 colheres de sopa de creme

50 g de queijo

algumas gotas de suco de limão

colher de chá de bagas de zimbro

funcho cru picado

uma pimenta no vinagre, fresco, finamente picado

Para o molho:

1 dl de iogurte grego (cremoso)

1 laranja

1 colher de chá de açúcar

sal

Também:

Uma colher de sopa de vinagre balsâmico de Modena reduzida e misturado com uma colher de vinho doce

folhas de sálvia e salsinha picada

 

Elaboração

Para os crepes:

Misture a farinha e ovos batidos. Adicione o leite e a manteiga derretida (reservando um pouco para fazer os crepes na frigideira) e, por fim, a cerveja. Reserve. Deixe a massa descansar por um tempo. Aqueça uma frigideira antiaderente e adicione uma pitada de manteiga. Vá colocando porções de massa de modo que fique uma bolacha muito fina. Dore em ambos os lados. Repita até que a mistura toda estar terminada.

Para o recheio:

Bata o cream cheese com o limão e misture com o salmão em cubos, picado de zimbro e erva-doce e pimenta.

Para o molho:

Mistura a frio os ingredientes listados o molho até ficar homogéneo.

 

Apresentação final:

Preencha os crepes com creme de salmão em conformidade. Roll-up em si mesmos. Coloque seu lado algumas colheres de iogurte e molho de laranja e redução de vinagre e vinho doce. Polvilhe sobre a salsa picada e decore com ramos de sálvia.

 

Nota

Se você não consegue encontrar ...

Crepes, ou não têm tempo para fazê-los, você pode comprá-los prontos (sendo preciso apenas aquecê-los)

As bagas de zimbro pode substituir por pimenta preta em grão

A erva-doce e sálvia, a salsa pode substituí-los

Em vez de Iogurte grego, pode usar qualquer iogurte natural

Em vez do vinagre de Modena balsâmico, pode usar  vinagre de vinho.

 

Conselho

Ao cozinhar as panquecas em frigideira antiaderente, estas tendem tendem a secar. É por isso àque nós adicionamos um pouco de manteiga a massa. Se estiver usando uma frigideira de ferro, pesado e sólida (que é o melhor), as panquecas não vai secar tão facilmente, assim você pode ignorar esta manteiga adicionada na massa.

Na Grã-Bretanha (onde são mais típicas as panquecas) é frequentemente usado, em vez de manteiga para untar a panela, um torresmo que você esmaga com um garfo na frigideira enquanto está quente, o que lhe dá um sabor peculiar.

Não compre o salmão muito oleoso peix nem muito seco, com bordas escuras e duras. Nem embalagens a vácuo de peixe fumado. O peixe defumado deve ser firme, ao toque deve ser translúcido e de pele brilhante, liso e sem rugas.

publicado por Maurício Barra às 08:00 | comentar | favorito
15
Abr 12

Fatias da China

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FATIAS DA CHINA

 

Hoje trago-vos um clássico, um pouco em desuso, que alia simplicidade e uma grande qualidade.

A receita que vos reporto é também a original, recolhida no "Cozinha Ideal" que Mestre Manuel Ribeiro editou em 1943. Vejamos como ele apresenta.

« Bate-se com as varas a porção de gemas desejadas e quando estiverem muito brancas e espessas deitam-se numa forma comprida untada com manteiga. Leva-se ao forno a cozer e quando estiver frio corta-se em fatias. Regam-se com calda de açúcar perfumada com limão e um pedaço de pau de canela ou vagem de baunilha.

Para maior rendimento podem aplicar-se três claras de ovos para cada doze gemas empregadas »

Junto eu que, segundo o gosto, pode adicionar rum à calda de limão e , à parte, servir com créme fraiche para recordar o sabor dos "baba au rhum".

publicado por Maurício Barra às 08:31 | comentar | favorito
12
Abr 12

Pink Slime

 

 

Jamie Oliver andou pelos Estados Unidos a explicar à população de que são feitos muitos dos hambúrgueres consumidos em restaurantes e até em escolas. Restos de carne que antes apenas eram dados a cães, agora, depois de uma desinfecção com amónio, transformam-se numa pasta cor-de-rosa para fazer hambúrgueres. A campanha de Oliver pôs à beira do encerramento três de quatro fábricas destes produtos nos Estados Unidos, escreveu a BBC. Jamie Oliver mostrou a adultos e crianças o processo de fabrico desta pasta. A plateia estava em choque e com expressões de repugnância. A campanha teve um impacto de tal forma importante, que várias cadeias de supermercados, restaurantes e algumas escolas públicas resolveram proibir a 'pasta cor-de-rosa'.

A MacDonalds, posteriormente, anunciou publicamente, que iria deixar de utilizar o Pink Slime na sua rede de lojas.

Prestem atenção : iria deixar de utilizar. O que significa que utilizou, isto apesar das campanhas de cozinha aberta que fez parte de uma campanha de promoção da qualidade dos seus hamburguers há uns tempos atrás.

Já agora, imaginem, do que serão feitas algumas salsichas industriais ? E as mortadelas ?

publicado por Maurício Barra às 08:09 | comentar | favorito
06
Abr 12

Caldo de Peixe do Pico

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CALDO DE PEIXE DO PICO

 

O Pico é a ilha dos Açores que mais tempo se retém na memória de quem a conhece. Talvez pela força telúrica da origem vulcânica ainda hoje tão presente, pelo Pico que do Pico a transformou em ícone e, sobretudo, pelos picoenses que, em condições adversas, construíram uma economia que sustentam tantas e tantas famílias ao longo de gerações centenares.

Eu, que conheço todas as ilhas açoreanas ( aqui faço questão de escrever à antiga ), e que em toda elas imergi ao ponto de  compreender o carácter próprio de cada uma delas que as fixa na nossa memória, faço do Faial a "minha ilha", talvez devido ao contexto humano que sempre me acolheu. Mas gostar "mais" do Faial é ter sempre na memória o impacto de abrirmos, pela manhã, a janela do quarto e vermos o Pico "entrar-nos pela casa dentro", sempre diferente, com os humores do dia, mas sempre ali, imponente , sólido, a "tomar conta de nós".

Imagino o que teria sentido o primeiro habitante da ilha.

De seu nome Fernão Álvares Evangelho, calhou-lhe como primeiro povoador que o tivesse de ser sozinho. Sozinho não, ele mais um cão, os quais viveram sozinhos na ilha durante algum tempo, reza a história que cerca de um ano. Contudo, a história não regista o nome do cão. Este exílio não foi voluntário, esteve relacionado com o facto de a quando da preparação do desembarque do referido homem e mais algumas pessoas, se ter levantado uma tempestade que levou para o mar alto as caravelas.

Pois o homem, o bom do Fernão Álvaro Evangelho, talvez seguindo incumbência do terceiro nome, teve a arte de, na companhia do seu cão, construir a primeira habitação da ilha,  no local que passou a denominar-se Penedo Negro, na Enseada do Castelete, local ao Sul da actual vila das Lajes. Tudo isto em 1460. Avisado, e por evidente necessidade de abastecimento de água,  construiu uma casa junto à ribeira existente à saída da vila das Lajes que durante muitos anos foi conhecida por Ribeira de Fernando Álvares ( aliás, junto a esta ribeira ainda hoje se conservam as ruínas da casa que então lá construiu, provavelmente não a original, mas a que mandou fazer quando a vida melhorou com a chegada de novos povoadores alguns anos depois ).

Quando, pelo menos um ano depois, os companheiros de viagem de Fernando Álvares regressaram ao Pico, desembarcaram no local que passou a denominar-se Santa Cruz das Ribeiras, local da actual freguesia das Ribeiras. Desses povoadores alguns fixaram a residência neste local, como foi o caso de Jordão Álvares Caralta. Outros desses marinheiros de antanho partiram para o sítio que passou a denominar-se como Maré, muito próximo ao local do primeiro desembarque.

Mas a curiosa forma como se iniciou a povoação do Pico não acaba aqui. Como era hábito, quase em simultâneo com a construção das próprias habitações, procedia-se à edificação de um templo religioso. Nesta caso foi uma ermida, a Ermida de São Pedro, templo este que teve como primeiro pároco ( não só da ermida, mas da própria ilha ), Frei Pedro Gigante, e, vejam lá, não é que frade é considerado pelos historiadores como tendo sido o introdutor da casta Verdelho na ilha. Porque precisava de vinho para a missa , diziam alguns. Porque sem pecado não há arrependimento semanal, talvez dissessem os seus acólitos, que com ele  se consolavam em repastos bem regados nos intervalos do ofício de "pastoreio do seu rebanho" pelo bom frade, que, bem avisado, sabia que as necessidades da alma ficam mais assistidas com os confortos do corpo.

Tudo isto para chegarmos ao Caldo de Peixe.

O Caldo de Peixe do Pico é mais um caldo de peixe ? Não, "é" o caldo peixe. Irreproduzível noutras partes, à falta das espécies de peixe utilizadas localmente na sua confecção, trago-vos a receita original, para, com a devida boa adaptação a outros peixes da nossa costa, a possam confeccionar.

 

Ingredientes:

Os tipos de peixes mais consumidos nos Açores são as vejas, congros, bicudas, moreias, meros, sargos, lírios, peixe-porco, enxareus, peixe-serra, salmonetes, salemas, tainhas, anxovas, e garoupas, entre outros.

Para este caldo, dever-se- iam seleccionar pelo menos quatro espécies de peixe (bicuda, sargo, muge, roucas, garoupa, lírio ), Aqui  no "contenente",  faça você a sua escolha

 

Para o caldo:

1 colher de sopa de massa de tomate

Sal q.b.

1 colher de sopa de azeite

2 cebolas

3 dentes de alho inteiros 1 ramo de salsa.>br>

 

Para o molho crú:

Alho

Salsa

Sal

Pimenta

Vinagre

Vinho de cheiro

 

Instruções para Cozinhar:

Deve temperar todos os peixes com sal.

Numa panela juntam-se os ingredientes para o caldo e depois de levantar fervura adicionam-se os peixes, mas sem os desfazer.

Quanto ao molho crú, todos os seus componentes deverão ser devidamente triturados.

Este caldo deve ser servido num prato, onde se coloca pão e por cima deste o peixe. Tudo devidamente regado com um pouco de molho crú.

Dependendo dos gostos, poderá acompanhar esta delícia da gastronomia do Pico, com uma tigelinha de caldo para beber.

Comentários Adicionais:

Quanto mais variadas forem as espécies de peixe utilizadas, melhor. 

publicado por Maurício Barra às 09:27 | comentar | favorito
31
Mar 12

Fricassé

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Isto de fricassés tem uma longa história. Confecção que faz parte dos hábitos da maior parte das famílias portuguesas, a sua origem, aparentemente francesa, tem muitas versões hoje estabilizadas em diferentes geografias gastronómicas.

Diz o Dicionário Thesaurus que Fricassé  "vem do francês fricassée, é uma preparação culinária de carne picada ou de aves partidas e refogadas com vários   temperos, ou meio  fritas, a que se juntam gemas de ovos e salsa picada". Esta base é a que em Portugal mais se utiliza. No mundo anglo-saxónico a receita sofre uma adaptação, na qual, em vez de se juntar sumo de limão aos ovos, se junta natas. Basicamente, o molho fricassé é uma forma de espessar e enriquecer o molho de um refogado simples, dando-lhe um sabor  untuoso e cítrico. Este preparo tem no Alentejo um primo muito antigo, na mesma franja de sabor, no qual é utilizado farinha e vinagre ( pézinhos de coentrada, sopa de cação, etc ), com o qual se atinge uma versão da mesma paleta de paladar.

Fricassés há de tudo o que se possa imaginar. Desde os corriqueiros de frango e pescada, à famosa versão francesa de Escargots au Fricassée ( com puré de cenoura e chalotas salteadas ), aos transversais fricassés de peru,cabrito, língua de vaca e, surpreendentemente, de pato ( este numa óptima receita recolhida por Maria de Lourdes Modesto em Cozinha Tradicional Portuguesa ).

A receita que vos apresente hoje é um up-grade da receita, cuja origem é a clássica gastronomia francesa, e que faz parte do livro "Mastering the Art of French Cooking" que deu fama mundial a Julia Child.

 

SALTEAR

1 quilo e meio de frango em pedaços ( seco com um toalha de papel )

1 cebola picada

cenoura e salsa também picados

4 colheres de sopa de manteiga

Cozinhe os legumes na manteiga em fogo médio por mais ou menos 5 minutos, até  estarem macios, mas não dourados. Empurre os legumes para um canto da panela, aumente o fogo e adicione os pedaços de frango. Vire a cada 3 ou 4 minutos até a carne estar  mais rígida, com uma cor de dourado pálido. Abaixe novamente o fogo, tampe a panela e cozinhe devagar por uns 10 minutos, virando os pedaços do frango uma vez. A carne deve ficar mais rígida, mas não deve ficar muito mais escura.

 

PARA ENGROSSAR

1/2 colher de chá de sal

1/8 colher de chá de pimenta preta moída

3 colheres de sopa de farinha de trigo

Polvilhe os pedaços de frango com o sal, pimenta e a farinha, primeiro de um lado, depois do outro. Cubra a panela novamente e deixe cozinhar bem devagar, por 4 minutos, virando os pedaços uma vez.

 

O CALDO

3 chávenas de caldo de galinha

1 chávena de vinho branco seco ou

2/3 chávena de vermouth branco seco

1 buquet pequeno de ervas:

salsa, louro e tomilho

Tire a panela do fogo e junte o caldo de frango fervendo, mexendo bem para o liquido se dissolver na farinha. Adicione o vinho ou vermouth, o buquet de ervas e mais caldo ou água até quase cobrir os pedaços de frango. Volte a panela ao fogo e cozinhe em fogo médio de 25 a 30 minutos. O frango estará cozido quando a carne estiver macia e o suco escorrer bem claro. Quando estiver cozido, remova os pedaços de frango da panela e coloque num prato.

 

A GUARNIÇÃO DE COGUMELOS

250 gr de cogumelos frescos , à sua escolha

2/3 de chávena de água

1/4 colher de chá de sal

1 colher de sopa de sumo de limão

2 colheres de sopa de manteiga

Limpe e corte os cogumelos. Numa panela coloque a água, o limão, o sal e a manteiga e leve ao fogo até ferver. Adicione os cogumelos, misture bem, cubra a panela e ferva, mexendo frequentemente por uns 5 minutos. Reserve.

 

O MOLHO

2 gemas de ovo

1/2 chávena de natas

Sal, pimenta preta moída

sumo de limão

Uma pitada de noz moscada

Cozinhe o líquido que sobrou na panela por 2 ou 3 minutos, aumente o fogo e ferva mexendo frequentemente com uma colher de pau, até o molho reduzir e engrossar.

Numa vasilha grande, bata bem as gemas com as natas usando o batedor de arame. Continue batendo e vá adicionando uma xícara do molho quente de colherada em colherada e termine adicionando o resto de uma vez só, batendo sempre .Coloque o molho de volta na panela e cozinhe em fogo médio, mexendo constantemente até o molho ferver. Deixe ferver por 1 minuto, sem parar de mexer com um batedor. Desligue o fogo, corrija o sal e a pimenta, adicione o sumo de limão e uma pitada de noz moscada. Passe o molho por uma peneira fina.

 

MONTAGEM DO PRATO

Numa travessa funda, coloque o frango, os cogumelos, adicione o molho por cima e sirva com arroz branco cozido com duas folhas de louro e sal. 

publicado por Maurício Barra às 08:36 | comentar | favorito
30
Mar 12

Chocolate de . . . . Fábrica a Vapor.

publicado por Maurício Barra às 16:22 | comentar | favorito
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24
Mar 12

Risotto e Chocolate

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RISOTTO E CHOCOLATE
Risotto e chocolate ? Bom, de facto, hoje a "coisa" saiu-me espontânea. Talvez por sugestão do cartoon acima. Ou talvez porque, para esta Primavera que agora aquece, não podemos esquecer que a umas refeições mais ligeiras  ( para mim, felizmente, o risotto é um prato leve ) deve completar-se com o sabor que anima qualquer senhora : o chocolate. 


RISOTTO DE BACALHAU
Para mim, um dos melhores arrozes que se pode fazer com o  nosso e bom arroz carolino do Vale de Mondego, é o arroz de caras de bacalhau. Fica muito "feio" para degustar, mas o sabor é imbatível e é segredo bem guardado de muitas famílias portuguesas. Mas hoje, que estamos numa de risotto, adapto-vos para a receita que se segue. Como repararão os ingredientes são mínimos, porque o sabor untuoso das línguas e bochechas de bacalhau deve ser respeitado.
Ingredientes:
arroz arbório ou carnaroli,
bochechas e línguas de bacalhau demolhadas,
azeite,
cebola picada ,
louro,
vinho branco seco ( opcional ) ,
água ,
queijo ralado ( opcional )
Confecção:
Coza as bochechas e línguas de bacalhau em água temperada com  um pouco de azeite, alho e louro.
Aqueça o restante do azeite. Refogue a cebola levemente. Adicione mais uma folha de louro.
Acrescente o arroz e refogue levemente. Junte o vinho branco e deixe reduzir.
Vá acrescentando o caldo de cozer as línguas e bochechas de bacalhau aos poucos, mexendo sempre.
Adicione as línguas e as bochechas de bacalhau. Corrija o sal. Retire a folha de louro. Desligue o fogo e junte o queijo ralado. Mexa bem e sirva. Imediatamente. Se quiser que este risotto seja o prato principal, antecipe-o com uma entrada  de queijo brie fatiado regado com uns fios de azeite virgem, acompanhado por uma boa salada de verduras temperada com azeite, sumo de limão, flor de sal e coentros picados.

BOLO GELADO DE CHOCOLATE COM COULIS DE MORANGO
Apresento-vos uma versão da receita efectuada por Joana Roque, que por seu lado a também já a tinha adaptado.
Vejamos o resultado.

Ingredientes:
200gr de chocolate preto
200gr de manteiga
200gr de açúcar
5 ovos
200gr de farinha
1 litro de gelado de chocolate negro ( o Hagen Dazz é bom para este efeito )
1 copo de rhum
Para o coulis:
100gr de morangos 
4 colheres de sopa de açúcar
Preparação:
Ligue o forno e regule-o para os 200ºC.
Parta o chocolate e junte-lhes a manteiga. Leve a derreter ao microondas.
Entretanto misture o açúcar com os ovos e bata com a batedeira . Adicione o chocolate derretido e misture bem. Junte depois a farinha peneirada e envolva na massa sem bater.
Deite a massa numa forma de mola com 22 cm de diâmetro pincelada com manteiga
Leve ao forno durante 10 minutos.
Retire o bolo do forno e deixe-o arrefecer completamente dentro da forma.
Coloque depois o bolo no prato de servir, verta o copo de rhum por cima de todo o bolo e espalhe o gelado de chocolate por cima ( que deixou previamente uns minutos à temperatura ambiente para poder espalhar melhor ).
Coloque o bolo no congelador até à altura de servir.
Num tachinho leve o açúcar ao lume com os morangos até fazer uma espécie de compota ( o coulis ).
Sirva o bolo com o coulis de morango à parte. 
publicado por Maurício Barra às 15:30 | comentar | favorito

Mavericks

DESGARRADOS
Existem pratos que são autênticos mavericks. Têm sabor próprio muito agradável, gostamos de retornara a eles, mas, além de não fazerem parte do quotidiano, a sua colocação numa refeição não é pacífica : são entradas, são pratos principais, ou são petiscos ? 
Existem muitos exemplos, o mais comum é o alentejano ovos de tomatada, o que eu mais pratico é a tiborna de bacalhau ( vantagens de facilmente adquirir pão ribatejano ). Os que apresento hoje são outros, um português de origem inglesa, outro italiano, com origem siciliana, puro sabor mediterrânico.

 

 

CAPONATA
A caponata siciliana é um prato muito saboroso que é tradicionalmente servido em mesas de jantar no Natal.
Existem diversas variações, dependendo dos ingredientes, mas geralmente a versão mais popular é o que integra berinjela e pimentão.
Alguns acreditam que o nome deste prato vem de um termo usado para descrever uma famosa receita siciliana de peixe , a  Oela Lampugaâ. No passado, nas mesas dos nobres, era servida uma preparação doce e azeda, muito semelhante ao da caponata. 
Nas  regiões mais pobres, a população não podia pagar este peixe tão caro, então eles decidiram substituí-lo  por esta receita com vegetais, especialmente de berinjela, sem dúvida um produto mais barato para os seus bolsos.
Outros acreditam ainda que a palavra deriva do termo "œcauponeâ",   que servia para indicar as tabernas dos marinheiros.
Este prato pode ser servido tanto como um aperitivo, prato, prato principal, mas também é muito bom como um molho de macarrão.O seu sabor é melhor quando servido frio e é um alimento que se encaixa muito bem nas dietas vegetariana
A preparação é muito fácil, o sabor é delicioso. Uma  caponata é sempre sucesso  garantido na mesa.
Os ingredientes para este prato são:
Berinjela
pimentas
tomates
cebolas
alcaparras
azeitonas sem caroço
um pouco de açúcar
vinagre
aipo
pinhões
Preparação: 
Primeiro lave a berinjela, corte em pedaços pequenos e deixe descansar polvilhadas com sal para fazê-los perder de amargura.
Corte o pimentão em tiras e frite-os também em óleo quente. Retire-os, ponha-os sobre papel culinário para 
Então prepare o molho de ligação: aloure a cebola cortada em azeite, acrescente as alcaparras, as azeitonas sem caroço, os pinhões, continue a refogar, em seguida adicione os tomates.
Quando o molho estiver pronto, adicione a berinjela e pimentões e misture bem.
Polvilhe com açúcar e vinagre, deixe completar o refogado, decore com folhas de manjericão.
Sirva frio, com fatias grandes de pão.

 

RINS À INGLESA

Eu chamo-lhe rins à inglesa porque os associo ao tradicional pequeno almoço inglês, nos quais é servido "solo". Uma variação muito semelhante fazia ( faz ? ) parte da ementa de pequeno almoço do Hotel Palácio do Estoril. É dos tais pratos que, pelo menos uma vez ou duas por ano, apetece voltar.

Ingredientes:
rins preparados, limpos e cortados
manteiga
vinho do Porto
sal, pimenta preta
natas
ovos

Preparação:
Depois de aparelhados, ponha os rins a estagiar durante umas horas ( pode ser de um dia para o outro ) numa vinha d'alhos com vinho branco, louro e salsa.
Escorra-os e leve-os a fritar em manteiga ( manteiga ? Sim, manteiga ), deixando-os libertar os seus sucos. Adicione vinho do Porto e deixe engrossar o molho. Em querendo, pode adicionar um pouco de natas, no fim , quando estiverem quase com a confecção concluída.
À parte bata os ovos e, novamente em manteiga, coloque-os na frigideira, remexendo o suficiente para que fique com o formato de uma omelette platte.
Coloque a omelette a cobrir o fundo do prato, ponha por cima os rins e sirva, ainda quente.

 

publicado por Maurício Barra às 15:29 | comentar | favorito

Tarte de Ricotta Com Mel e Nozes

 

 

 

Desde miúdos que todos conhecemos a relação do queijo com doces. Quem não se lembra do queijo com marmelada dos nossos lanches infantis. Mas esta relação é sobreveniente aos desejos juvenis. Na gastronomia tradicional portuguesa são famosos o requeijão com compota de abóbora ( que provei pela primeira vez na minha vida na Serra da Estrela ) e o requeijão com mel e nozes.  Já para não falar das queijadas de Sintra e outras queijadas que se fazem por este Portugal. O Cheese Cake americano é, também, hoje visita permanente nos restaurantes e nas casas de família.  É sobre uma destas variações ( o queijo, o mel e as nozes ) que hoje vos trago uma receita, de Alain Sirois, que vem do Novo Mundo.

 

TARTE DE RICOTTA COM MEL

Ingredientes

Massa:

375 ml farinha

125 manteiga fria cortada aos pedaços

30 ml açúcar

1 colher chá de sal

45 ml água fria

Recheio:

500 ml queijo ricotta

185 ml mel líquido

60  ml açúcar

4 ovos

45 ml farinha

15 ml raspas de casca de limão

30 ml sumo de limão

Nozes caramelizadas:

250 ml de nozes

45 ml de sirup de milho

 

Confecção:

Nozes caramelizadas

Colocar as nozes num recipiente. Aquecer em lume forte o sirup de milho. Juntar às nozes, envolvendo-as bem. Colocar as nozes, separadas uma a uma, sobre papel culinário e levar ao forno durante 15 minutos até ficarem caramelizadas.

Preparação da massa

Misturar a farinha, a manteiga, o açúcar e o sal até ficar com uma consistência firme e grossa. Juntar a água e misturar, até a massa ficar ligada. Colocar a massa a cobrir o fundo e os lados de uma tarteira. Picar a massa com um garfo. Levar a refrigerar durante 30 minutos.

Cobrir a massa na tarteira com papel de alumínio e encher com grão ou feijão seco. Levar a cozer no forno a 190º durante 15 minutos. Retirar o feijão ou grão, retirar o papel de alumínio e lavar novamente ao forno durante 20 minutos, até a massa ficar ligeiramente tostada. Deixar arrefecer.

 

Recheio

No robot de cozinha reduzir o queijo a um puré liso. Incorporar 125 ml de mel líquido e o açúcar. Juntar os ovos,   um a um,  mexendo bem sempre que adiciona os ingredientes. Juntar a farinha, as raspas e o sumo do limão e misturar.

Verter o recheio na massa que entretanto arrefeceu. Levar ao forno a 190º durante 50 minutos ou até ao momento que já está cozida mas ainda está mole no centro. Retirar do forno, retirar da tarteira e deixar arrefecer durante uma hora. Cobrir com película  e levar ao frigorífico a refrigerar durante pelo menos quatro horas.

 

Guarnecer com as nozes caramelizadas.

E servir. 

publicado por Maurício Barra às 15:29 | comentar | favorito

Baba au Rhum

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um pouco de história e a respectiva receita de um clássico dos clássicos, o mais famoso sponge cake do mundo, aqui apresentada por Lecticia Cavalcanti
BABA AU RHUM
« Essa espécie de bolo embebido em rum, que mais parece um anel, anda sempre bem acompanhado por chantilly, frutas, geléia de damasco ou creme inglês. É saboroso, macio, perfumado e se distingue dos outros por derreter na boca. "Um momento de perfeito prazer. Uma sobremesa que rende homenagem à grande tradição da confeitaria francesa e à sua história", segundo Alain Ducasse, um dos mais bem sucedidos chefs franceses atuais - com 18 estrelas, no guia Michelin, conquistadas nos 27 restaurantes que tem espalhados pelo mundo.
A receita, como tantas outras, nasceu por acaso. É invenção atribuída a Stanislas Leszczynski (1677-1766), um rei da Polônia que acabou deposto em 1709. Perdeu a coroa, mas ganhou do genro, Luis XV, dois milhões de francos e o grão-ducado de Lorena e Bar, na região da Alsácia-Lorena. Apreciador de teatro, música e literatura, Stanislas transformou Lunéville e Nancy em importantes centros culturais. Gostava também de caçar, cultivar plantas, coleccionar porcelanas e escrever livros - como os quatro volumes de "Ouvres du bienfaisant philosophe" (1763). Mas gostava mesmo era da boa mesa. Por ordem sua, os confeiteiros do palácio lhe preparavam diariamente receitas típicas daquela região: büeraweka (pão de frutas), bettelmann (bolo de frutas secas), schnecke(pain aux rasins, no resto da França) ou, mais que todas, kugelhopf (broa com farinha de trigo, açúcar, amêndoas, groselha, manteiga, passas e sal). Segundo uma lenda culinária, por considerar essa kugelhopf muito ressecada, teve a idéia de umedecê-la com vinho de Málaga; e tão bom foi o resultado, que nunca mais quis de outro jeito.
Há duas versões para a origem do nome. Uma sugere decorrer da semelhança com o babka (nas línguas eslavas, "mulher idosa" ou "avó"), sobremesa típica da terra natal do rei deposto; sendo, esse tal de babka, bolo redondo (e fofo), de farinha de centeio, regado com um vinho doce da Hungria (o Tokaji) - tudo como, ainda hoje, é preparado, nas comunidades polacas de todos os países. A outra versão aposta que seria homenagem a Ali Babá, herói favorito de Stanislas e personagem de "Ali Baba e os Quarenta Ladrões", nas "Mil e Uma Noites" - colecção de contos populares árabes, indianos e persas, sem autor definido, traduzidos para o francês por Antoine Galland (em 1704).
Seja como for, aos poucos, a receita foi sendo aperfeiçoada. No palácio de Versalhes, pertencente à rainha Marie (filha de Stanislas), o bolo passou a ser regado com calda feita daquele mesmo vinho de Málaga - só que, agora, misturado com açúcar e açafrão. O restante da calda era posta em molheira, junto ao bolo, para que os comensais dela se servissem segundo seus gostos. "Na casa dos descendentes do bondoso rei o serviço das babas vem sempre acompanhado de uma molheira", segundo Carême (1784-1833) - considerado "o rei dos cozinheiros e o cozinheiro dos reis". Faltando só lembrar que essa rainha Marie, por conta de seus conhecidos excessos gastronômicos, chegou inclusive a receber extrema unção no dia em que praticou o doce pecado mortal da gula - ao degustar, de uma só vez, muitas dúzias de ostras. E tanto apreciava os bons pratos, dita rainha, que contratou para seus serviços o grande Vicent la Chapelle (1690-1745), antigo cozinheiro de muita gente famosa, inclusive Madame Pompadour - mesmo tendo sido essa madame amante de seu marido, o rei Luis XV. Mas essa é outra história.
Depois Nicolas Stohrer, confeiteiro de Lorena que trabalhou na cozinha do rei Stanislas, deu ao bolo sua receita definitiva: substituindo a massa pesada dokugelhopf, por outra mais leve e menos amanteigada; o vinho de Málaga, por rum; ainda acrescentando frutas e chantilly. A partir daí, recebeu o nome que até hoje tem - baba au rhun. Unindo o agradável ao útil, passou a vendê-lo (em 1730), na sua própria patisserie - rue Montorgueil 51, Paris. O lugar ainda existe com os painéis originais do pintor Paul Baudry (1828-1886), o mesmo que fez o foyer da Ópera de Paris, a Ópera Garnier - com nome em homenagem a Charles Garnier (1825-1898), arquiteto que a projetou.
Por seu sabor muito especial, foi a sobremesa escolhida por Babette (antiga chefe do Café Anglais, um dos mais importantes restaurantes de Paris - de1802 a1913), no banquete por ela preparado em "A Festa de Babette" - Oscar de melhor filme estrangeiro, em 1988. Pena que Hollywood só se preocupe com filmes; que, se o Oscar fosse dado também às sobremesas, esse Baba au Rhum seria candidato certo à estatueta.
RECEITA: BABA AU RHUM


INGREDIENTES:
3 colheres de chá de açúcar
¼ de xícara de água quente
15 g de fermento seco
3 colheres de sopa de leite
60 g de manteiga
125 g de farinha de trigo
2 ovos
3 pitadas de sal


PARA A CALDA:
200 g de açúcar
1 ½ xícara de água
6 colheres de sopa de rum
PREPARO:
- Em recipiente, coloque uma colher de chá de açúcar, água quente, fermento e deixe descansar, em lugar abafado, por 10 minutos.
- Bata a manteiga até ficar cremosa. Aqueça o leite. Coloque a farinha em recipiente e faça um buraco no centro. Nesse buraco coloque ovos, sal, o restante do açúcar e a mistura de fermento. Mistura tudo. Junte a manteiga, mexa de novo e amasse tudo até obter uma massa lisa e elástica. 
- Coloque a massa em fôrma de buraco (24 cm), untada com manteiga. Tape com pano e deixe crescer até ao nível da borda da fôrma, por aproximadamente uma hora. Leve ao forno pré aquecido (200º C) por 25 minutos. Quando estiver assado, fure e junte a calda até que fique bem embebido. Leve à geladeira e sirva com creme chantilly. - Prepare a calda: leve ao fogo açúcar e água e deixe ferver. Retire do fogo e junte o rum.» 
publicado por Maurício Barra às 15:27 | comentar | ver comentários (2) | favorito
14
Set 11

La Vera Italia

LA VERA ITALIA
Um recente programa do Anthony Bourdain levou-nos a Roma, onde , numa versão neo-realista a preto e branco, nos pôs à mesa de restaurantes onde ainda se podem apreciar alguns anti-pasti confecionados com as receitas originais. Com as receitas originais, sublinho. O que me leva a hoje vos trazer duas dessas receitas, simples de confeccionar e onde se encontraram os sabores que se devem encontrar, em vez das "molhangas" plastificadas para "armar ao pingarelho" que nos têm afastado destes pratos tão simples e saborosos.

 

 

 

 

 

CARBONARA

Carbonara ou spaghetti alla carbonara é uma receita tradicional italiana de massa. O seu nome é derivado da palavra italiana carbone, que significa carvão. Acredita-se que tenha sido uma receita apreciada pelos preparadores de carvão vegetal dos montes Apeninos, na região italiana da Úmbria. Outras teorias apontam, por outro lado, que o nome se deve apenas à cor escura da pimenta preta recém moída, que usada na sua preparação.
A receita original de Roma é preparada com ovos, queijo parmesão, queijo pecorino romano, toucinho, pimenta preta e banha, azeite ou manteiga. As natas não são um ingrediente da receita original, não sendo normalmente utilizadas com massa no centro da Itália. O toucinho mais utilizado é o denominado guanciale, retirado das bochechas do porco. Pode, contudo, ser substituído por outros toucinhos. O resultado final da receita original não é uma massa com um molho abundante: os ovos e o queijo aderem aos fios de massa, formando uma espécie de capa, com pedaços de toucinho espalhados.

Ingredientes:
400 g de espaguete
200 g de bacon defumado, ou bacon
4 ovos
Queijo parmesão ralado 
40 g de manteiga
Óleo q.b.
Sal e pimenta q.b.

Preparação:
Cozinhe o espaguete em água fervente e um pouco de sal. A cozinha deve ser al dente.
Enquanto isso, corte o bacon em cubos pequenos, derretê-los em uma panela com um pouco de óleo, dourar começou a adicionar um pouco de água e cozinhe em fogo moderado por cerca de 10 minutos.
Bata os ovos em uma tigela, os quatro, como fazer uma panqueca comum, e adicione o parmesão ralado e uma pitada generosa de pimenta preta. Prepare uma panela funda no fundo toda a manteiga derreter, despeje o macarrão escorrido bacon, preparado com ebulição seu ungido.
Misture delicadamente com dois garfos não quebram o macarrão, em seguida, adicione os ovos cozidos com queijo, mexa até que os ovos resultantes coagulado. Sirva imediatamente, bem quente.

 

MATRICIANA

Esta receita foi criada por um amador ( aqui no sentido duplo da palavra ) na província de Rieti - uma pequena cidade na fronteira com a Lazio Abruzzo -, e tem uma origem geográfica delimitada, possuindo uma tradição forte e antiga nesta terra do  macarrão, mais especificadamente da massa bucatini, como indicado nos sinais de porta de entrada para a "Cidade do Spaghetti Amatriciana ". Existem muitas versões do Amatriciana que apareceram ao longo do tempo, mas a que vos apresento tem a confecção e os ingredientes da antiga receita original, com uma única variante, a adição de tomate. A receita chama-se Matriciana e não Amatriciana, que advém do nome  "Matriciani", que um fenômeno lingüístico transformou posteriormente em amatriciana. Este prato era a principal refeição do muitos pastores, que originalmente não incluia a pasta de tomate, para a "Gricia", para a qual os pastores traziam nas suas mochilas os pedaços de queijo, os sacos de pimenta preta, as massas secas, o bacon e banha de porco.

Ingredientes :
400 gramas de espaguete de massa de sêmola de trigo duro 
250 gramas de entremeada da faceira, (não utilizar o bacon, altera o sabor). O  focinho de porco - guanciale em italiano - é uma gordura com o sabor aromático mais nobre e mais delicado, e é o ingrediente essencial para a preparação da Matriciana, que, sem ela, não tem o verdadeiro molho de Matriciana ( em Portugal basta pedir no talho toucinho da faceira ).
500 gramas de pasta de tomate vermelho e maduro 
150 gramas de queijo pecorino, de sabor muito delicado, não salgado e ligeiramente picante, (evitar o romano, o sabor é forte e salgado, altera o sabor).
1 colher de sopa de banha de porco, com o seu sabor doce e delicado, (Não use o óleo, com a sua acidez altera o sabor).
pimenta vermelha em grão.
1 punhado de sal para a massa.

Preparação:
Cortar a entremeada em tiras longas, com espessura uniforme. Pele os tomates em água a ferver, descasque-os e tire as sementes, coloque os tomates  numa tigela em pedaços juntamente com seu sumo. Rale o queijo pecorino. Despeje uma colher de sopa de banha numa frigideira ( preferível de ferro, bem usada ) para cobrir completamente o fundo, e deixar aquecer em fogo alto. Despeje as tiras da entremeada e a pimenta, virando uma vez com uma colher de pau. Reduza o fogo e frite a entremeada por um par de minutos, até que tenha alcançado uma coloração dourada, sem deixar que fique com sabor a queimado . Junte o tomate já preparado à frigideira de ferro. Cozinhe o molho  aproximadamente 10 minutos, virando ocasionalmente, até atingir o grau certo de densidade e fluidez. Quando cozido, retire os grãos de pimenta e escoe o spaghetti previamente cozido al dente. Despeje o spaguetti na frigideira e mexa, acrescentando um pouco de queijo pecorino ralado. Sirva o espaguete Matriciana num prato, acrescentando uma pitada do queijo pecorino ralado na superfície e sirva quente.

 

publicado por Maurício Barra às 18:15 | comentar | ver comentários (1) | favorito
30
Ago 11

Oranges Huguet

publicado por Maurício Barra às 16:01 | comentar | favorito
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20
Ago 11

Espargos Bravos

 

ESPARGOS BRAVOS
Os espargos bravos são o "pão nosso de cada dia" no Alentejo. Com ovos mexidos, a dar sabor a umas migas, grelhados para acompanhar carnes também grelhadas, a imaginação de "saber feito" transforma estes espargos num sempre bem vindo produto no nosso prato.
Hoje vou juntar mais duas receitas, bem simples e que provavelmente conhecerão, às quais atribuo a qualidade de colocar o espargo bravo no centro do sabor da confecção. Bem adequadas a este Verão.
ESPARGOS E CENOURA COM MOLHO DE MOSTARDA E MEL

Ingredientes:
mini cenouras ou cenoura cortada em juliana
espargos bravos
manteiga
um dente de alho
uma colher de mostarda de Dijon
uma colher de mel
sal, pimenta e salsa

Confecção:
Cozer os legumes. 
Misturar todos os ingredientes do molho.
Emulsionar com os legumes e servir.
RISOTTO DE CAMARÃO COM ESPARGOS BRAVOS

Ingredientes:
chalotas ou cebola picada
caldo quente ( da sua preferência : legumes, marisco,etc )
vinho branco
azeite
arroz Arborio ou Carnaroli
camarão descascado 
espargos bravos, pelados
parmesão ralado ( ou, ainda melhor, queijo da ilha ralado )
manteiga

Confecção:
Ferver o caldo com o vinho branco, reduzir o lume ao mínimo e deixar ficar a borbulhar.
Num tacho, branquear a cebola picada em azeite. Juntar o arroz e misturar bem para o arroz assumir o refogado. Juntar o  caldo com o vinho branco e continuar a misturar bem o arroz. Continuar o processo até o arroz estar cozido ( 20 a 25 minutos ). Um pouco antes de estar concluído juntar os camarões e os espargos, cortados ao meio. Emulsionar até o  arroz  ficar cremoso. Tirara do fogo e juntar a manteiga e o queijo ralado.
Temperar com sal e pimenta, se necessário, e servir imediatamente.

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13
Ago 11

Uma lista destas não se perde ( 2 )

 

Para nosso prazer e registo, o nosso Embaixador em França prolonga por Trás-os-Montes e Alto Douro o roteiro, de experiência feito, sobre o quê e onde bem refeiçoar. Bem haja, porque uma listas destas não se perde. Com a devida vénia, copio-a aqui vinda dos Duas ou Três Coisas. E recomendo que visitem também o site ponto.come.blogspot, na qual o nosso Embaixador nos fala sobre gastronomia.

 

« "Serviço público" (2) - restaurantes de Trás-os-Montes e Alto Douro. 

O exemplo do Minho, sobre o qual foi aqui apresentado um roteiro gastronómico (bem pessoal, entenda-se), levou a vários pedidos para um empreendimento idêntico sobre Trás-os-Montes e Alto Douro. Vamos então a isso. 

Se se entrar em Trás-os-Montes pelo Porto, pode-se sempre parar, já depois de Amarante, no Marão, em direção a Vila Real, pouco antes do Alto de Espinho, na Pousada de S. Gonçalo, agora lamentavelmente reduzida a um "franchising", pelas Pousadas de Portugal. O nível da cozinha já não é o mesmo de antigamente, mas ainda é uma opção possível. Mas Vila Real está a menos de 20 quilómetros... 

Já perto de Vila Real, e se quiser uma experiência "radical", em termos de mergulho numa comida muito popular, pode procurar-se, fora do IP4, a Toca do Lobo, em Parada de Cunhos, na estrada antiga, voltando em direção ao Porto. Atenção: oferta restrita e muita simplicidade. 

Vila Real, as coisas mudaram muito. Com o velho Espadeiro a já não honrar outros tempos e depois da misteriosa desaparição do excelente Barriguinha Cheia, a cidade tem hoje poucos pontos altos. Sem a menor dúvida, o Cais da Villa, junto da estação de caminhos de ferro, é a melhor opção atual no burgo, se bem que com preços um tanto exagerados. Não muito longe, no bairro da Araucária, come-se bastante bem no Vilalva, uma cozinha renascida pelas mãos de João Rodrigues. Seguindo pelo velho circuito, em Abambres, encontrar-se-á o Maria do Carmo, uma casa clássica, que se destaca por uma grande constância e pratos abundantes. Na parte alta da cidade, perto da igreja da Nossa Senhora da Conceição, pode-se ir com toda a segurança ao Museu dos Presuntos, onde o Silva apresenta produtos de excelência, da zona de Montalegre, com uma imbatível escolha de vinhos do Douro. Na cidade, não se fica nem desapontado nem deslumbrado no Terra de Montanha. Bem como, perto de Mateus, no Quinta do Paço, em Arroios. 

À saída da cidade, na rotunda antes de entrar na estrada antiga para Chaves, muito próximo da IP4, encontra-se, primeiro, o Lameirão, com pratos simples, escassos, mas de qualidade e a preços moderados, e, logo adiante, o Chaxoila, no enésimo renascimento de um restaurante histórico, como instalações renovadas (mas sempre com a velha e agradável ramada exterior) e uma restauração muito recomendável. 

A caminho do norte, esquece-se o Passos Perdidos, que, na minha modesta opinião, já se perdeu há muito e nem se ousa parar em Vila Pouca de Aguiar. Nas Pedras Salgadas, visita-se o Conde, junto à antiga estação. Nele, o Francisco apresenta uma cozinha honesta, sem gongorismos e a preços moderados. 

Segue-se depois para Chaves, também sem parar em mais sítio nenhum, nem mesmo em Vidago: o restaurante do belo e renovado Hotel Palace tem, para o meu gosto, uma má relação qualidade-preço. 

A restauração de Chaves tem um historial interessante: recordemos o Cinco Chaves, o restaurante do Trajano, o Comercial, o Aurora, os bons tempos do Retornado e o período áureo do Leonel. Hoje, porém, as coisas são diferentes. O Carvalho, com a cozinha da dona Ilda, impõe-se como a principal referência gastronómica da cidade, no Tabolado, junto às termas. Não nos devemos esquecer também, para uma comida regional sólida e segura, da Talha, do João Monteiro, a seguir ao quartel, no caminho para a A24. Para uma oferta tradicional, a preços muito razoáveis, há sempre o histórico Aprígio, do nome do proprietário, embora difícil de encontrar. Muito mais fácil de localizar é a adega do Faustino, no centro da cidade, com os seus clássicos tonéis, um pouco incómoda para se comer, mas muito típica. E convém lembrar, perto do aeroporto, o muito recomendável Canjirão, que há pouco descobri, com uma lista de qualidade e preços muito confortáveis. Não sei como vai o restaurante do Hotel Forte de S. Francisco, que há um ano oferecia uma gastronomia séria, quando por lá preponderava na gestão o meu amigo Ramos. 

A ocidente, de Boticas não tenho notícias, depois da desaparição, já há muito, do Santa Cruz (ah! aquelas trutas lardeadas com presunto!). Se for só para comer, não vale a pena ir a Montalegre, mas, se se tiver de ir, o Nevada é a escolha certa, depois do Falta d'Ar já ter perdido o dito. Se se avançar pela estrada em direção ao Gerês, há, nos Pisões, o Sol e Chuva, com um panorama deslumbrante no Verão. 

Mas voltemos um pouco a sul. Entrando na região pela Régua, logo em Lamego (que é Beira Alta, eu sei) pode-se ir, à confiança, a um clássico muito simples, junto à Sé, a Casa Filipe. Ainda antes de chegar a Régua eu recomendaria, muito vivamente, uma desvio de alguns quilómetros, na estrada para o Pinhão, para uma ida ao DOC, na Folgosa. Não é barato, mas é muito bom. A cozinha inventiva do Rui Paula (que vem do Cepa Torta, de que já falaremos, e que hoje se prolonga no DOP, no Porto) é uma das grandes conquistas da restauração nortenha (e, eu diria, nacional). No proprio Pinhão, há o restaurante da Vintage House, com preços "estrangeiros" e lista convencional. 

Chegados à Régua, podemos ir ao Castas e Pratos, nos armazéns da estação (que inspirou o Cais da Villa, em Vila Real), ou ao Douro In, num primeiro andar junto ao rio. Em ambos, come-se bastante bem. Fora da cidade da Régua, a alguns quilómetros, reservando e tendo paciência para o ar grave do dono, é muito recomendável o cabrito da Repentina, em Poiares. Perto de Mesão Frio, a Pousada Solar da Rede é uma opção simpática, embora cara. 

Mudemos de ares. Lá mais para cima no mapa, come-se bem, em Alijó, no Cepa Torta, onde "nasceu" o Rui Paula, de quem já falei. No caminho para Bragança, em Macedo de Cavaleiros, tendo deixado de ser opção esse pouso clássico que era a Estalagem do Caçador, falam-me agora bem do Brasa, mas não conheço ainda. No caminho de Macedo para Mogadouro, deve visitar-se o histórico Saldanha, em Peredo, onde o João Saldanha é mestre há quase meio século. Em Mirandela, a grande novidade nos últimos anos é o excelente Flor de Sal, onde o azeite é rei e senhor. É uma bela experiência, junto ao rio, à entrada da cidade. Há por lá também uma cozinha sempre sólida, mas não muito inventiva, no Grês. Já há muito que não vou ao Maria Rita, no Romeu, um espaço rural inesquecível onde sempre se comeu bastante bem, fugindo das enchentes de fim de semana. 

Chegandos a Bragança, temos várias opções. O Solar Bragançano é o pouso mais seguro, com bons produtos e uma bela história a honrar. Noutros tempos, ia-se também ao Lá em Casa, mas já se foi na sua tradição. Uma boa opção é, desde há vários anos, o Geadas, de onde nunca saí insatisfeito. É claro que a Pousada de S. Bartolomeu é sempre uma possibilidade segura, embora com um preço relativamente alto para o que oferece. 

A ocidente de Bragança, em Vinhais, no caminho para Chaves, nunca comi. Falam-me que, por aí, o sítio recomendável é o Fraga dos Três Reinos, no lugar de Moimenta. No lado oposto, em Gimonde, recomendo vivamente o Dom Roberto, numa terra onde o Quatro foi, no passado, uma alternativa à altura.  Mais adiante, em Miranda do Douro, não há que hesitar: vai-se à Balbina. Ou, se se preferir andar uns quilómetros mais, pode provar-se a mais histórica das postas mirandesas, em Sendim, na Gabriela. Ainda um pouco mais adiante, a Lareira, em Mogadouro, é "o" lugar da cidade. Um pouco mais para o sul, recomenda-se o já clássico Artur, em Carviçais (que terá crescido um pouco demais) e falam-me bem do Lagar, em Torre de Moncorvo, que nunca experimentei. 

E aqui fica uma peregrinação básica por algumas mesas nortenhas. Aproveitem, mas não se queixem, por favor! ».

 

publicado por Maurício Barra às 18:44 | comentar | favorito
07
Ago 11

Tequilla

 

(*) Tequila foi produzido pela primeira vez no século 16 perto do local da cidade de Tequila, localidade com existência registada em 1656. Os astecas faziam uma bebida fermentada a partir do agave, planta a  que chamavam octli (mais tarde, e mais popularmente chamada pulque), muito antes dos espanhóis chegaram em 1521. Os quais a começaram também a destilar de uma forma primitiva.Cerca de 80 anos mais tarde, por volta de 1600, Dom Pedro Sanchéz de Tagle , o Marquês de Altamira, começou a produzir tequila,  na primeira fábrica em território de Jalisco. Até 1608, inclusivamente, o governador colonial de Nueva Galicia começou a tributação dos seus produtos.
Don Cenobio Sauza, fundador da Tequila Sauza e Presidente Municipal da Vila de Tequila em 1884-1885, foi o primeiro a efectuar a exportação de tequila para os Estados Unidos,  encurtando o nome de "Tequila Extract" para apenas "Tequila" . Cenobio , ganhou a atenção internacional por insistir que "não pode haver tequila onde não há agaves!
Seus esforços levaram à prática de que tequila real só pode vir do Estado de Jalisco.
publicado por Maurício Barra às 11:52 | comentar | favorito
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31
Jul 11

Vinaigrettes

 

 

 

 VINAIGRETTES

Os molhos para salada são terreno próprio para a criatividade. De cada vez que se faz um, altera-se qualquer coisa que naquele momento faz sentido. Como sou fã de entradas com salada - têm a virtude de, sem tirarem o apetite,  prepararem o estômago para uma boa digestão - , faço vinaigrettes a torto e direito. Claro que tenho algumas que prefiro e outras que são base para futuras alterações. É destas últimas que vos apresento três sugestões. 
VINAIGRETTE CÉSAR

Ingredientes:
gemas de ovo
dentes de alho
óleo de milho
vinagre de cidra
alcaparras
croutons
bacon cortado aos pequenos quadrados
queijo da ilha ralado ( opcional )
Separar as gemas dos ovos e bater com a varinha. Esmague os dentes de alho, junte-os às gemas e misture bem. De seguida junte o óleo de milho ( pode utilizar outro que aprecie mais; azeite é que não ) lentamente, mexendo sempre até a mistura ficar espessa. Adicione as alcaparras e a quantidade de vinagre de cidra que considere adequado ao seu gosto, emulsionando sempre.
Sirva com croutons de pão e o bacon frito aos quadradinhos. Opcinalmente pode adicionar queijo da ilha ralado.

 VINAIGRETTE BALSÂMICA

Ingredientes:
óleo de milho
vinagre balsâmico
dentes de alho esmagados
mostarda 
folhas de basílico picadas
sal e pimenta preta
Juntar todos os ingredientes e misturar bem. Levar ao frigorífico pelos menos quatro horas antes de servir.

VINAIGRETTE COM MEL E MOSTARDA DE DIJON

Ingredientes:
azeite
vinagre de vinho
mostarda da Dijon
mel
molho Worcestershire
salsa
sal
molho Tabasco
Misturar bem todos os ingredientes e deixar repousar no frigorífico pelo menos uma hora antes 

 

publicado por Maurício Barra às 12:20 | comentar | favorito
24
Jul 11

Uma lista destas não se perde

 

 

 

UMA LISTA DESTAS NÃO SE PERDE

 

No seu blog "Duas ou Três Coisas", o embaixador português em França, Francisco Seixas da Costa, reconhecidamente um bom gourmet, publicou a lista dos resturantes que prefere quando está de viligiatura no Minho. É esse texto que, com a devida vénia, edito abaixo.

 

« De alguns amigos, recebi um pedido. Assim, aqui vai o meu guia pessoal de restaurantes do Minho, por onde ando de férias, nesta altura. Depois, ninguém se queixe de excesso de peso que isso venha a provocar. Sei do que falo.

Comecemos por onde se deve. Perto de Guimarães, em Moreira de Cónegos, está um dos melhores restaurantes do país, o São Gião. Não o conhecer é uma lacuna imperdoável*.

Desçamos então o Minho, de Melgaço até à Póvoa de Varzim.

Logo em Melgaço, ir ao Panorama, sobre o mercado, é uma excelente opção, como o é a Adega do Sossego, no Peso. Não me sinto tentado a parar em Monção (o Mané já teve tempos bem melhores, embora me digam que devo experimentar o Galiza Mail'o Minho e o Sete à Sete), nem em Valença (onde o outrora interessante Monte de Faro desapareceu. Perto, contudo, falam-me muito bem da Quinta do Prazo, que ainda não conheço).

Já em Caminha, pode fazer confiança na heterodoxia do Amândio (estive lá anteonteom, com gosto) ou no Duque de Caminha, ambos na velha rua Direita, até ao fim desta semana ocupada pela feira medieval.  Mas longe vão os tempos do bacalhau do Chico, na estrada velha para o Moledo, ou do requinte do Napoléon, ainda antes da ponte. Já para não falar da saudade imensa da classissíma Pensão Rio Coura, para os lados da estação.

Uns poucos quilómetros depois, vá, com toda a segurança, ao Ancoradouro, no Modelo, com grandes grelhados, de peixe e carne. O Alfredo dir-lhe-á o que há de melhor, como me aconteceu no domingo.

Logo se seguida, em Vila Praia de Âncora, a Tasca do Ibrahim dá-lhe belo peixe e o despretencioso Coral, do sorridente José, tem algum marisco e muito boas outras coisas do mar. Ainda não fui ao Dona Belinha, no Hotel Meira, esperando que possa estar à altura da restauração de qualidade a que este hotel nos habituou (na sua encarnação de há muitos anos).

A caminho de Viana, e ainda para bom peixe, tem um pouso forte e seguro na Mariana, em Afife.

Viana do Castelo nunca foi uma "meca" gastronómica, mesmo no tempo (há muito ido) do bacalhau da Margarida da Praça, dos mariscos da Zefa Carqueija, da graça do Raio Verde ou da novidade que foi o Luziamar. Em tempos, comeu-se bem no Viana-Mar, como também aconteceu no início do Alambique, que tem a mesma origem. Mais tarde, o restaurante da Melo e Alvim teve um merecido nome. E tenho grandes saudades da Pensão Freitas, do Sport e dos anos logo pós-abertura do Costa Verde. O Três Potes, sem nunca deslumbrar, já teve muito melhores dias, o Cozinha das Malheiras ainda vai tendo alguns, o Maria de Perre parece que perdeu garra. Onde se come, então, em Viana? Na cidade, o Casa d'Armas é de confiança, o Laranjeira, num registo mais simples, é recomendável e a Tasca do Valentim, agora com uma extensão para o campo da Senhora da Agonia, tem, quase sempre, um peixe soberbo. Fora da urbe, a caminho de Ponte de Lima, aconselha-se muito o Camelo, em Santa Marta de Portuzelo.

Mais para sul, abaixo de Esposende, encontrará uma expressão marítima deste último restaurante, no sempre fiável Camelo da Apúlia. Num ambiente curioso de velha pensão, a Rita Fangueira, em Fão, continua, há muitos anos, a ser uma opção curiosa.

À entrada da Póvoa de Varzim, um bizarro barco acolhe o Marinheiro, onde nunca tive uma má experiência. Dentro do casino na cidade, com sofisticação, come-se muito bem no Egoísta. Mas já é memória o antigo Costa. Se quiser ia a Vila do Conde, encontrará um bom poiso no nunca desmerecido Ramón (mas será que ainda estamos no Minho?).

 

Vamos agora avançar para o interior.

A caminho de Barcelos, na Pedra Furada, a Maria é um clássico sempre seguro, com uma garrafeira notável. O mesmo se diga para a Bagoeira, no centro de Barcelos, onde só não aconselho visitas nos movimentados fins-de-semana de verão. Um pouco mais a sul, perto de Santo Tirso, vale a pena passar por Rebordões e visitar o Cá-te-espero. Comida simples, mas de grande qualidade. Seguindo para Vila Nova de Famalicão, uma terra ainda não refeita da saudade do Íris, vá ao histórico Tanoeiro ou, num registo bem mais popular, à vizinha Sara Barracoa. Também me dizem bem do Ferrugem. Lá irei um dia.

Guimarães não tem hoje grandes notas, mas não se come mal no moderno PapaBoa, perto da universidade. No Nora do Zé da Curva já tive boas e más experiências. Mas, se está por aqui, lembre-se do início deste texto e aproveite para ir ao S. Gião.

E chegamos a Braga, onde as coisas mudaram muito, desde o tempo dos desaparecidos e saudosos Narcisa e Abade de Priscos. Hoje, o Arcoense é um local magnífico, tal como o Expositor, este num estilo bem diverso. O Inácio e o Cruz Sobral continuam a ser dois clássicos de confiança. Falaram-me bem da Casa da Artes, mas nunca por lá passei.

Em Ponte de Lima, uma bela vila que teima em não querer ser cidade, a escolha é grande. Com tempo, descubra nos arredores (porque dá algum trabalho, no caminho para a Madalena) o extraordinário Bocados (jantei lá ontem, de forma soberba!), pode ir à confiança à Carvalheira, em Arcozelo (do outro lado da ponte), o belo Açude, sobre o rio, não desilude e, para o sarrabulho, tem sempre os dois vizinhos concorrentes, o Manuel Padeiro e a Encanada. O clássico Gaio também permanece em forma, tendo mudado de geografia. Mas eu ainda tenho saudades das portas de vai-e-vem da Clara Penha (quem se lembra?).

Que resta ainda do Minho?

Quem vai na estrada de Braga em direção a Chaves, no lado contrário a Póvoa do Lanhoso, encontrará o Victor, em S. João do Rei, com o seu famoso bacalhau. Mais a ocidente, na estrada que sai de Amares (onde o Milho Rei decaiu) para o Gerês (onde não se come!), é famoso o restaurante da Pousada, em Santa Maria do Bouro, com a sua mesa de doçarias (perto, havia o velho e imenso Abadia, mas perdi-lhe o rasto, há uns bons anos). Em Terras de Bouro, o Abocanhado é uma excelente opção, como o é o Torres, numa periferia de Vila Verde.

Lembremos ainda o Conselheiro, em Paredes de Coura, onde a clássica Miquelina já está longe de ser o que era. E também o já antigo Bar do Rio, em Ponte da Barca, onde me falam de um novo Casa Real Fonte Velha, que ainda não conheço. Mais acima, nos Arcos de Valdevez, costumo visitar, com agrado, o Grill Costa do Vez, mas dizem-me que também se come bem no Matadouro. Em direção ao norte, no Soajo, o Espigueiro costuma ser de confiança.

É tudo quanto a minha experiência de restauração no Minho me leva a notar, complementado por apontamentos de "informadores". Não excluo que possa estar a ser injusto para algumas casas, por omissão, exigência ou mero arbítrio. Mas este é o risco de quem tem opiniões.»

In Duas ou Três Coisas 

publicado por Maurício Barra às 15:49 | comentar | ver comentários (4) | favorito
15
Jul 11

Coca Cola

 

( * ) A história da Coca-Cola inicia-se com a chegada do farmacêutico John Pemberton à cidade de Atlanta nos Estados Unidos, logo após a Guerra Civil americana. O mesmo havia acabado de participar da guerra e estava disposto a mudar de vida, em busca de uma nova clientela que comprassem suas ideias e medicamentos. Por não ter, nenhuma habilidade em vendas, sempre fracassou em suas criações, até conhecer o vendedor Frank Robinson, que acaba tornando-se seu sócio.
1884 – Foi lançada a bebida alcoólica chamada “Pemberton's French Wine Coca”, anunciada como uma bebida intelectual, vigorante do cérebro e tônica para os nervos, sendo, inicialmente uma mistura de folhas de coca, grãos de nós de cola e álcool.
1886 – O puritanismo religioso estava em alta e havia  um forte movimento antiálcool. Nenhuma mulher ou homem decente poderia ser visto em lugares que fornecessem esse tipo de bebida. Neste mesmo ano, todos os estabelecimentos que vendiam álcool foram fechados e Pemberton e Robinson se viram na procura por outro produto que lhes rendessem dinheiro.
Naquela época existiam os chamados “Pontos de Vendas”, lugares aonde pessoas iam após as compras, para se reunir e tomar sorvetes e xaropes misturados com água carbonada nos mais diferentes sabores, e que possivelmente acabaram dando idéias para a produção de um novo produto.
Tentando encaixar-se neste novo padrão, Pemberton passou meses no porão de sua casa em Atlanta, adicionando ingredientes à água carbonada para fazer um xarope, mandando amostras para a “Jacob’s Pharmacy”, para testar a opinião dos clientes.
No dia 8 de maio era vendida a primeira bebida conhecida atualmente como Coca-Cola, nome posteriormente dado por Frank Robinson, que utilizou a sua própria caligrafia para fazer o logotipo. O produto era um xarope com água carbonada, servidos em copos de vidro e misturados na hora de servir.

publicado por Maurício Barra às 14:24 | comentar | favorito
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04
Jul 11

Feijão Branco com Lulas e Ameijoas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FEIJÃO BRANCO COM AMEIJOAS E LULAS.
Autor : Bruno Oteiza

Ingredientes :
feijão branco
ameijoas
lulas pequenas
cebola, alho
alho francês
vinho branco
caldo de peixe
água
azeite
sal
salsa picada

Confecção :
Ponha o feijão de molho na véspera.
Coza-o em água abundante temperada com o alho francês, a cebola, ambos cortados, duas colheres de azeite e um pouco de sal. Deixar cozer, sem desfazer.
Pique o alho e leve-a a fritar em azeite numa frigideira. Junte cebola picada. Adicione as lulas cortadas e polveie com a salsa picada. Introduza as ameijoas, o vinho branco e a caldo de peixe. Quando as ameijoas se abrirem, junte o feijão branco com um pouco do seu caldo. Misture bem e deixe cozinhar mais dez minutos.
Sirva em prato fundo.

 

publicado por Maurício Barra às 15:21 | comentar | favorito
28
Jun 11

Bovril

 

 

 

O nome, à semelhança de muitas das marcas registadas de fins do século XIX e de princípios do século XX,  provém parcialmente do Latim. Deriva da palavrabovis, o genitivo de bos, que significa boi ou touro. A terminação vril é inspirada num nome inventado pelo escritos Edward Bulwer-Lytton na década de 1870, num romance chamado "The coming race", sobre uma raça humanóide subterrânea, dotada de poderes devastadores, que conseguia controlar a mente das pessoas, devido a um líquido chamado vril.
Em 1870, na guerra contra a Alemanha, Napoleão III comprovou que os seus exércitos não poderiam "avançar com os estômagos vazios". Assim, pediu um milhão de latas de carne de vaca para alimentar as suas tropas mortas de fome. A tarefa de fornecer toda esta carne de vaca foi delegada ao escocês John Lawson Johnston.
Infelizmente, o Reino Unido não dispunha de uma quantidade suficientemente grande de carne de vaca para satisfazer o pedido dos franceses. Johnson criou então um produto conhecido como "carne de vaca fluida de Johnston” (que não era mais que o Bovril primitivo). Já em 1888 existia uma grande produção, de tal forma que já cerca de 3000 lojas, bares, farmácias e outros estabelecimentos vendiam Bovril.
Em 1889, foi fundada a "Bovril Company". O Bovril continuou a funcionar como um "alimento da guerra", durante a primeira guerra mundial.
A marca Bovril é uma das raras publicitadas com a aprovação do Papa. Uma campanha publicitária do início do século XX, no Reino Unido, mostrava o papa sentado no seu trono, pegando numa chávena de Bovril. A frase da campanha dizia: "Dois poderes infalíveis: o Papa e Bovril".
publicado por Maurício Barra às 09:40 | comentar | favorito
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22
Jun 11

Tártaros

 

 

     

 

TÁRTAROS
Uma das histórias sobre a origem do bife tártaro remete ao século XIII, quando cavaleiros tártaros moíam a carne dura e crua durante as cavalgadas, colocando-a sob suas selas. Após algum tempo de travessia, o alimento  transformava-se uma "massa" mais macia e fácil de mastigar.
Mas, falando-se de tártaro, fala-se do seu derivado , o hambúrguer. A história do hambúrguer começou no fim do século XVII, quando tribos nómadas da Ásia Ocidental desenvolveram a técnica de temperar a carne bovina, finamente picada, a fim de evitar seu perecimento. A iguaria teve bastante aceitação, uma vez que dispensava o manuseio do fogo nos acampamentos.
Marinheiros alemães que faziam a rota do Báltico conheceram a receita, porém, não lhes agradava a carne crua. Levaram, então, a idéia para casa, mas passaram a cozinhar a carne. O sucesso foi tal que rapidamente virou um prato típico da culinária alemã.
No século XIX, quando a América recebia seus novos descobridores, os navegadores que partiam da cidade alemã de Hamburgo traziam a tradicional receita, que recebeu o nome de hamburg style steak (bife ao estilo hamburguês). Os americanos aperfeiçoaram a receita, acrescentando o pão. Hoje, o hambúrguer é um ícone da culinária americana e mundial.
Sobre os hamburguer já elaborei, no passado, um conjunto de receitas. Hoje volto à sua forma ancestral, o formato cru, apresentando-vos a minha receita e os respectivos acompanhamentos. Bem boa para os tempos quentes que se aproximam.
BIFE TÁRTARO

Ingredientes:
carne vaca de primeira ( lombo, vazia,etc )
alcaparras
molho inglês
cebola picada

paprika

tabasco
gemas pequenas
anchovas picadas
salsa
flor de sal e pimenta preta
whisky
cornichons grandes ( pepino em conserva )
pão de centeio
Confecção: 
Cortar a carne em escalopes finos e picar finamente com uma faca bem afiada ( eu sei que é mais prático comprar a carne já picada, mas recomendo esta pré-preparação : o sabor é diferente ). Picar bem as alcaparras e cebola. Colocar a carne picada numa tigela, acrescentar a cebola e alcaparras, uma gema e misturar. Adicionar o molho inglês, tabasco, sal, pimenta preta, molho inglês, salsa picada a paprika e um cálice de whisky. Misturar muito bem. 
Agora decide : se deixar a macerar algum tempo no frigorífico, a carne perde um pouco de cor mas ganha em sabor.
Dividir a carne no formato de bolas e colocar uma em cada prato. Achatar um pouco, fazer pequeno buraco no centro e  colocar uma gema em cada bola de carne. Salpicar com um pouco de flor de sal e paprika. 
Servir imediatamente acompanhado de torradas de pão de centeio e os cornichons a ladear.

 

 

BATATAS FRITAS COM MOLHO TÁRTARO
Acompanho sempre o bife tártaro com batatas fritas e o respectivo molho.
A versão que apresento para o molho tártaro é primo de um que Joana Roque apresenta no seu blog  As Minhas receitas, de onde a fotografia é retirada.
Sugiro que as batatas fritas sejam em palitos grossos, cortados a partir directamente das batatas, e que os frite em óleo de milho ( aqui o azeite é um sabor esdrúxulo )

Para o molho tártaro, os ingredientes são:
mayonnaise,
yogurte natural sem açúcar
ovos cozidos picados
cornichons picados
cebola picada
alcaparras
salsa picada
sal e pimenta
Emulsione todos os ingredientes em conjunto, reforçando aqueles que são mais do seu gosto.

E bom apetite. Para acompanhar recomendo, fortemente, uma boa cerveja de trigo. Verá que é o melhor elemento de ligação para esta refeição. Se quiser dar uma componente mais eslava à refeição, inclua uns shots de vodka.
Desde que não tenha de conduzir, claro está ! 
 
publicado por Maurício Barra às 17:14 | comentar | favorito
16
Jun 11

Worcestershire Sauce

 


A origem deste molho está no sabor de um molho de peixe fermentado, chamado garum, ingrediente  greco-romana utilizado na cozinha e fonte de receita da economia mediterrânica do Império Romano , e no uso de alguns molhos de anchova fermentada semelhantes na Europa, dos quais há registos no século 17. A variedade de Worcestershire tornou-se popular na década de 1840 e é uma herança do governo britânico do sub-continente indiano. São várias as teorias sobre a sua descoberta ou invenção. 
Pode ter sido "Lord Marcus Sandys, ex-governador de Bengala " que o encontrou enquanto estava na Índia, a trabalhar para a East India Company em 1830 ,e encomendou-o a boticários locais para recriá-lo. Contudo, o autor Brian Keogh concluiu,na sua história publicada sobre a empresa privada Lea & Perrins, por ocasião do 100 º aniversário da fábrica de Midland Road, que "Não, o Sr.Sandys nunca foi governador de Bengala, ou tão longe  os todos os registros mostram, alguma vez, em qualquer parte da Índia. " [ 2 ] 
O senhor em questão, cuja identidade foi revelado pelos Srs. Lea e Perrins (que costumavam afirmar que o molho veio "a partir da receita de um nobre do concelho") foi Arthur Moysés William Sandys, segundo Barão Sandys ( 1792-1860) de Ombersley Tribunal, Worcestershire, tenente-general e político, membro da Câmara dos Comuns. Seu nome era confundido com o de seu irmão e herdeiro, Arthur Marcus Sandys Cecil, terceiro Barão Sandys (1798-1863). O último não conseguiu o título, no entanto, até 1860, quando o molho já estava estabelecida no mercado britânico. O baronato da família Sandys tinha sido restaurado em 1802 para o segundo barão da mãe, Maria Sandys Hill, então, em 1830, "Senhora" Sandys. Foi realmente uma dama. Nenhuma referência identificável com ela poderia aparecer em uma garrafa de molho comercialmente porque seria uma grave violação de decoro.
Citamos a seguir a história do conhecido Worcester Sauce, tal como consta actualmente. A etiqueta mostra que foi preparado "para a receita de um nobre do concelho". O nobre pode ser o Senhor Sandys. Muitos anos atrás, a Sra. Grey, autor de The Gambler's Wife e outras novelas, estava em visita ao Ombersley Tribunal de Justiça, quando a senhora Sandys por acaso observou que se ela o desejasse ela poderia obter um muito bom curry em pó , que ela tinha em sua posse uma excelente receita, que seu tio, Sir Charles, Chefe da Justiça da Índia, trouxe de lá, e deu a ela. Lady Sandys disse que havia alguns químicos inteligentes em Worcester, que talvez fosse capaz de fazer o pó. Srs. Lea e Perrins olharam para a receita, com a  dúvida se poderiam obter todos os ingredientes, mas disse que iria fazer o seu melhor, e em devido tempo apresentou um pacote de pó. Posteriormente, alguém teve a ideia feliz de que o pó pode, em solução, fazer um bom molho. Desde então, os lucros ascendem agora a milhares de libras por ano.
O resultado final foi tão forte que foi considerada não comestível, e um barril do molho foi exilado para a cave das instalações Lea & Perrins. Olhando para abrir espaço na área de armazenamento, alguns anos mais tarde, os químicos decidiram tentar novamente, descobrindo que o molho tinha fermentado e amadurecido e que agora estava saboroso. Em 1838, as primeiras garrafas de "molho Lea & Perrins Worcestershire" foram vendidos para o público em geral. 
Segundo o historiador e arauto do País de Gales, Major Francisco Jones, 1908-1993, a introdução da receita pode ser atribuído ao capitão Henry Lewis Edwardes 1788-1866. Edwardes, originalmente de Rhyd-y-Gors , Carmarthenshire, foi um veterano das guerras napoleônicas e ocupou o cargo de vice-tenente de Carmarthenshire. Acredita-se que trouxe a receita para casa depois de viagens na Índia. O artigo não diz como a receita encontrou seu caminho para os Srs. Lea e Perrins. 
A Lea e Perrins, formada por John Wheeley Lea (investigação e desenvolvimento de produtos) e William Perrins (finanças), desde a sua construção em Broad Street, Worcester , foi uma das mais bem sucedidas empresas químicas e farmacêuticas no condado.  Eles construíram uma nova fábrica, com acesso ferroviário em Midland Road, Worcester e fez várias doações de caridade para a cidade como Perrins Hall, uma Escola de Worcester.
Os ingredientes de uma tradicional garrafa de molho inglês vendidos no Reino Unido como "o original e genuíno Lea & Perrins Worcestershire molho" são vinagre de malte (de cevada), vinagre, melaço, açúcar, sal, anchovas , tamarindo extrato, cebola, alho , especiarias e aromatizantes. O "tempero e aroma", acredita-se que incluem cravo , molho de soja , limão, picles e pimentos. Notas de 1800 foram encontrados pela empresa de contabilidade Brian Keogh despejadas num depósito , que ele resgatou. Os documentos foram colocados em exposição no Museu de Worcestershire .
publicado por Maurício Barra às 18:53 | comentar | favorito
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11
Jun 11

Camarão

 

 

 

CAMARÃO
Apesar de saber que qualquer peixe fresco é melhor do que qualquer marisco congelado, a oferta existente de camarão grande ( ou gambas, se preferirem ) transformou este crustáceo da família dos decápodes num produto acessível. Tanto mais acessível se considerarmos que hoje a produção em aquacultura já atinge 45% do que é capturado em alto mar. Esta acessibilidade permite a sua utilização culinária em confecções comuns para o dia a dia da cozinha familiar. São três deste tipo de receitas que vos trago hoje. Simples, saborosas, fáceis de fazer.

 

 

CAMARÃO PANADO NO FORNO
A minha irmã, para evitar os fritos, por vezes faz esta versão dos camarões panados, como entrada de uma refeição. Acompanha muito bem com um molho tártaro e uma boa salada de verduras.
Ingredientes:
camarão
gengibre
limão 
coentros
piri-piri
ovos
pão ralado
Confecção:
Retire as cabeças e a casca ao camarão, deixando o rabo.
Coloque-os a marinar na mistura de sumo de limão, gengibre ralado e coentros picados, durante uma hora. Bata oos ovos, junte a marinada aos ovos, passe os camarões primeiro por este líquido, depois por pão ralado. Coloque numa placa, separados, leve ao forno a tostar.

 

 

CAMARÃO À CRIOULA

Ingredientes:
camarões
cebola
pimento
calda tomate
rum
alho, salsa, louro
worcestershhire sauce, 
tabasco
colorau
piri-piri seco
banana ou manga
Confecção:
Retirar a casca dos camarões, mantendo a cabeça e o rabo. Ou, então, use camarão já descascado. Mas cru.
Em óleo de milho, fritar ligeiramente a cebola picada, a salsa picada e o pimento cortado em pequenos dados. Juntar todos os outros ingredientes, menos os camarões, deixar mijoter em fogo brando até a emulsão estar bem ligada. 
Juntar então os camarões, cozer durante cinco minutos e servir com um arroz branco, banana frita em óleo de milho e rum e/ou troços de manga descascada.
                                                                                                                                                                          
                                                   
CAMARÃO E AMEIJOAS À BOLHÃO PATO COM ESPARGUETE
Ingredientes:                                                                                                                        
camarão cru
ameijoas
azeite
alho
coentros
esparguete
piri-piri seco
limão 
Confecção:
Coza os esparguete al dente em água temperada com sal e um fio de azeite.
Numa frigideira, aqueça azeite, frite os alhos sem queimar, junte piri-piri picado, adicione os camarões, frite durante 3 a 5 minutos, junte as ameijoas, deixe-as abrir e retire do fogo. Junte os coentros picados e o sumo de limão.
Sirva em cada prato sobre um novelo de esparguete.  

 

publicado por Maurício Barra às 09:19 | comentar | favorito
08
Jun 11

Ceviche de Sardinhas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CEVICHE DE SARDINHAS
Autor. Bruno Oteiza

Ingredientes :
sardinhas frescas
abacate
tomate, cebola
sumo de limão
sumo de lima
vinagre
azeite
orégãos, coentros
bolachas salgadas

Confecção :
Retirar a espinha às sardinhas, tirar os respectivos lombos e colocá-los num prato. Ponha-as a marinar com sumo de limão e vinagre durante 15 minutos. Passado esse tempo, escorra os líquidos e cubra os lombos de sardinha com azeite. Reserve.
Pique a cebola. Junte~lhe as sardinhas, o abacate e o tomate cortados em pedaços pequenos, os orégãos e os coentros picados, o sumo de lima e o azeite da marinada.. Misture bem.
Sirva em taças de cocktail acompanhado por bolachas salgadas.

 

publicado por Maurício Barra às 15:36 | comentar | favorito