O Cabrito da Páscoa

 

O CABRITO DA PÁSCOA

 

 

Todas as famílias têm a sua receita de cabrito. Ou melhor, as famílias das zonas rurais e as famílias antigas  das áreas urbanas continuam a cultivar o seu receituário tradicional, nelas se incluindo a cabrito assado no fôrno. Esta tradição é ancestral, tendo origem na festa judaico/cristã da celebração da Páscoa / Pesach.

Na minha família, dediquei-me nos últimos anos a manter esta tradição, juntando as contribuições do Monte Estoril ( a minha avó e a minha mãe ) e da Redinha ( meus primos tios ).

Variando por vezes os acompanhamentos, apresento-vos a nossa receita.

 

CABRITO ASSADO NO FÔRNO

 

Preparar o cabrito

Limpar retirando todas as gorduras. Cortar partindo os ossos mas deixando as peças inteiras. Lavar com aguardente ( nunca com água ) e depositá-lo na assadeira.

Massa para barrar o cabrito
Liquefazer conjuntamente azeite, banha de porco preto e margarina ( todas têm uma razão : uma é a gordura essencial, outra dá sabor , outra dá a côr ).
Num almofariz esmagar alho com sal grosso, colorau, pimenta preta e salsa picada. Juntar.Barrar todo o cabrito com esta massa e deixá-lo na assadeira de um dia para o outro ( sugiro que não se retire a aguardente que ficou no fundo da assadeira ).

Assar
Primeira meia hora a forno forte, reduzir e deixar assar de acordo com peso do marrão o resto do tempo ( para cabrito de 6 Kilos, mais duas horas e meia ).

Môlho de refrescamento
Juntar vinho branco maduro ao môlho de se gera na assadura. Regar o cabrito de vez em quando com esta mistura ( assim o vinho não encrua e dá leveza e adstrigência ao môlho da assado ).
No fim, retirar o môlho da assadeira, filtrar e engrossar para servir em molheira à parte.

Acompanhamentos
Há duas versões:
Uma, é a tradicional batata nova ( corada no fôrno ou salteada com o môlho do cabrito ) e grêlos salteados com azeite e alho;
Outra, é o arroz de sustância do cabrito ( arroz salteado em azeite e cozido em água a que se juntou  môlho da assadura, as miudezas do cabrito e açafrâo ) e esperregado.

 

publicado por Maurício Barra às 18:15 | comentar | favorito
tags: