Bovril

 

 

 

O nome, à semelhança de muitas das marcas registadas de fins do século XIX e de princípios do século XX,  provém parcialmente do Latim. Deriva da palavrabovis, o genitivo de bos, que significa boi ou touro. A terminação vril é inspirada num nome inventado pelo escritos Edward Bulwer-Lytton na década de 1870, num romance chamado "The coming race", sobre uma raça humanóide subterrânea, dotada de poderes devastadores, que conseguia controlar a mente das pessoas, devido a um líquido chamado vril.
Em 1870, na guerra contra a Alemanha, Napoleão III comprovou que os seus exércitos não poderiam "avançar com os estômagos vazios". Assim, pediu um milhão de latas de carne de vaca para alimentar as suas tropas mortas de fome. A tarefa de fornecer toda esta carne de vaca foi delegada ao escocês John Lawson Johnston.
Infelizmente, o Reino Unido não dispunha de uma quantidade suficientemente grande de carne de vaca para satisfazer o pedido dos franceses. Johnson criou então um produto conhecido como "carne de vaca fluida de Johnston” (que não era mais que o Bovril primitivo). Já em 1888 existia uma grande produção, de tal forma que já cerca de 3000 lojas, bares, farmácias e outros estabelecimentos vendiam Bovril.
Em 1889, foi fundada a "Bovril Company". O Bovril continuou a funcionar como um "alimento da guerra", durante a primeira guerra mundial.
A marca Bovril é uma das raras publicitadas com a aprovação do Papa. Uma campanha publicitária do início do século XX, no Reino Unido, mostrava o papa sentado no seu trono, pegando numa chávena de Bovril. A frase da campanha dizia: "Dois poderes infalíveis: o Papa e Bovril".
publicado por Maurício Barra às 09:40 | comentar | favorito
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